14 de janeiro de 2026
EM PIRACICABA

Doação de alimentos sem 'aval' pode gerar multa de R$ 3 mil; VEJA

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 4 min
Imagem gerada por IA
A votação foi marcada por intenso debate no plenário e fortes críticas de parlamentares.

A Câmara Municipal de Piracicaba aprovou em segunda discussão na noite desta segunda-feira (17), durante a 67ª Reunião Ordinária, o Projeto de Lei (PL) 281/2025, de autoria do Poder Executivo, que estabelece rigorosos protocolos de segurança alimentar para doações de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social no município.

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O projeto foi aprovado por 11 votos a favor e 6 contrários, e agora segue para sanção do prefeito. A votação foi marcada por intenso debate no plenário e fortes críticas de parlamentares, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea).

Principais Exigências do Projeto

O PL 281/2025 prevê uma série de exigências e burocracias para Organizações da Sociedade Civil (OSCs), entidades similares e até mesmo pessoas físicas ou grupos que realizam doações de alimentos. O descumprimento dessas regras pode acarretar multa de R$ 3 mil para a primeira infração, valor que dobra em caso de reincidência, levando ao descredenciamento por três anos.

Para entidades e pessoas físicas:

Exigências específicas para entidades:

Para os beneficiários:

Debates e Críticas ao PL

O projeto gerou um acalorado debate, com a oposição argumentando que as exigências representam uma burocratização excessiva que pode desestimular a solidariedade e terceirizar para os voluntários um papel que é de responsabilidade do Poder Público.

Justificativa e Defesa do Executivo

O governo municipal, por sua vez, defende que o objetivo da lei é "garantir segurança, qualidade e transparência nas ações assistenciais" e que a fiscalização é dever do município. O secretário municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Família, Edvaldo Brito, defendeu que a proposta busca organizar e fiscalizar as ações, não proibi-las, e visa integrar o Poder Público e a sociedade civil.

O vereador Renan Paes (PL) posicionou-se favoravelmente, argumentando que um maior regramento pode evitar "intercorrências", citando casos de pessoas que recebem múltiplas marmitas e chegam a vendê-las para comprar drogas.

Quem votou contra e a favor

A favor do projeto:

Contra o projeto:

Ausentes:

Não vota: Rafael Pereira Boer