O perigo está mais perto do que se imagina. Com as temperaturas elevadas e o aumento da umidade, características dos meses entre setembro e março, Piracicaba enfrenta uma verdadeira explosão de escorpiões nas áreas urbanas. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 1.174 acidentes por escorpião até o dia 30 de outubro. Em todo o Estado, o número de notificações chega a 423.446 até o dia 11 de novembro, revelando um cenário alarmante.
VEJA MAIS:
O calor e as chuvas criam condições ideais para a reprodução e circulação desses animais, que encontram abrigo em locais como ralos, entulhos, caixas e materiais de construção. O risco é ainda maior para crianças de até 10 anos, em que os sintomas evoluem rapidamente: dor intensa, choro contínuo e vômitos são sinais de agravamento que exigem atendimento médico imediato.
A Secretaria de Saúde alerta que o início da soroterapia deve ocorrer em até 1h30 após a picada, tempo crucial para evitar complicações graves. Em Piracicaba, o soro antiescorpiônico é disponibilizado gratuitamente pelo SUS na Santa Casa (Av. Independência, 953 - Alto) e na UPA Vila Cristina (Rua Dona Anésia, 950 - Jaraguá).
Para conter o avanço desses acidentes, a Prefeitura realiza ações contínuas, como desinsetização dos bueiros, visando eliminar baratas, principal alimento dos escorpiões, e capturas semanais em cemitérios, conduzidas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Os exemplares recolhidos são encaminhados ao Instituto Butantan, que utiliza o veneno para produzir o soro antiescorpiônico.
O CCZ também promove palestras e ações educativas, além de disponibilizar atendimento à população pelo SIP 156 e pelo telefone (19) 3427-2400, que podem ser acionados para orientações ou agendamento de visitas técnicas.
Entre as medidas de prevenção, a Secretaria reforça a importância de manter quintais limpos, eliminar entulhos, vedar ralos e frestas, e controlar a presença de baratas. “A colaboração da população é essencial para conter o avanço dos acidentes. Pequenas ações podem salvar vidas”, destaca o setor de Vigilância Epidemiológica.