10 de julho de 2026
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Empresário que matou gari pediu para esposa entregar outra arma

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Mensagens revelam tentativa de despistar investigação de homicídio.

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, tentou envolver a esposa, delegada da Polícia Civil, em uma tentativa de despistar a investigação. Mensagens recuperadas pela polícia mostram que Renê pediu à esposa que entregasse uma pistola diferente da usada no crime.

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Renê também afirmou em mensagens que estava "no lugar errado e na hora errada" quando atirou na vítima. Ele chegou a enviar áudios relatando que havia sido abordado por policiais enquanto estava em uma academia de luxo. Antes de confessar o homicídio, tentou negar seu envolvimento.

Em uma das mensagens, Renê instruiu a esposa a entregar uma pistola 9 milímetros, dizendo que não usasse a arma do crime, calibre 380. Ana Paula Lamêgo Balbino não respondeu às mensagens nem atendeu ao pedido do marido.

O empresário foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça. O crime aconteceu após um desentendimento no trânsito: Renê se irritou com a presença de um caminhão de lixo e atirou em Laudemir enquanto ele trabalhava na coleta de resíduos em Belo Horizonte, no dia 11 de agosto. A vítima foi socorrida, mas morreu no hospital.

A esposa de Renê também foi indiciada por porte ilegal de arma, e, por ser servidora pública, pode ter a pena aumentada em até 50%.