16 de janeiro de 2026
ADULTIZAÇÃO

Felca revela caso de exploração infantil que mais chocou; veja

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
O vídeo hoje já tem mais de 50 milhões de visualizações

O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, afirmou que o episódio que mais o marcou durante a produção do vídeo sobre a “adultização” de menores de idade nas redes sociais foi o de uma mãe que utilizava a própria filha para vender conteúdo adulto na internet. A declaração foi dada em entrevista a um talk show, na madrugada desta quarta-feira (27).

Saiba Mais:

Felca contou que as pesquisas para a produção começaram há cerca de um ano. Segundo ele, o processo exigia pausas frequentes. O vídeo alcançou mais de 50 milhões de visualizações.

Entre os casos citados, Felca mencionou o do influenciador paraibano Hytalo Santos, preso por exploração e exposição de menores nas redes sociais. Questionado, o youtuber destacou que, embora esse episódio tenha repercutido, o que mais lhe chamou a atenção foi a história da mãe que expunha a filha em plataformas de conteúdo adulto.

No relato, Felca disse que a criança era filmada em situações de sexualização e que a própria família estava envolvida na produção do material.

Sobre a prisão de Hytalo, afirmou ter recebido a notícia de forma neutra. Para ele, o impacto principal de seu vídeo foi o debate provocado. “Famílias assistiram juntas, vítimas buscaram ajuda. Isso, para mim, é o que importa”, declarou.

O youtuber também relacionou a motivação para o conteúdo à sua infância. “Se ninguém dá voz a essa criança, ela cresce desamparada, sem perspectiva”, disse.

Felca relatou ainda que passou a receber ameaças após a divulgação do vídeo, o que o levou a contratar seguranças e utilizar carro blindado. Na segunda-feira (25), um homem acusado de ameaçá-lo pela internet foi preso em Olinda (PE).

A educadora e ativista Sheylli Caleffi também participou do programa. Ela comentou sobre a exposição de crianças nas redes sociais e orientou os pais a terem cautela ao publicar imagens dos filhos. Segundo ela, a privacidade deve ser preservada e o ambiente digital não deve ser tratado como álbum de fotos pessoal.