09 de julho de 2026
DIREITOS

Após ato, professores estaduais voltam a ameaçar greve

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

Em assembleia realizada na última sexta-feira (24), professores da rede estadual de educação decidiram ampliar a mobilização contra o governo do estado. Apesar da mobilização, ainda não foi decidido se uma greve terá início. A assembleia aconteceu durante uma manifestação dos professores e profissionais da educação na frente do Masp, na cidade de São Paulo.

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De acordo com informações da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), as mobilizações serão concentradas nos próximos dias 20 e 21 de junho. A decisão foi tomada após o Conselho Estadual de Representantes da Apeoesp apresentar as propostas. As próximas manifestações terão como foco a luta contra as escolas cívico-militares, contra a plataformização digital  dos materiais didáticos, contra o fechamento de classes no período noturno e pela garantia de direitos da categoria O, que são os professores temporários. Além disso, a Apeoesp exige a convocação de todos os profissionais aprovados no concurso público estadual da educação. “Também queremos a devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas e o não confisco das verbas da educação”, disse a deputada estadual e segunda presidente da Apeoesp, Professora Bebel (PT). No dia 21 de junho, foi marcado um ato unificado com todo o funcionalismo público, contra o desmonte dos serviços públicos, contra privatizações e contra a escolas cívico-militares.

Segundo Bebel, apesar de ainda não haver decisão, a perspectiva é pelo início da greve. “A perspectiva é a greve pelas reivindicações. Este calendário visa ampliar a mobilização, que o Sindicato vem realizando ininterruptamente, na perspectiva de uma greve que obrigue o governo estadual a negociar e atender nossas reivindicações. Lembramos que a greve vem sendo proposta desde abril”, disse. “No entanto, até o momento, a categoria, em assembleias, tem considerado que ainda não reúne condições para realizá-la. A mobilização concentrada de 20 e 21 de junho nos permitirá alavancar um movimento mais forte. A greve da categoria é necessária para combater a tentativa do governador Tarcísio de Freitas e do secretário estadual da Educação, Renato Feder, de implantar um Estado militarista e autoritário em São Paulo e no Brasil”, completou.

Para a deputada piracicabana, os acontecimentos de 21 de maio na Assembleia Legislativa, com a violenta agressão da Polícia Militar contra estudantes adolescentes e professores que lutavam pela não aprovação do PLC 9/2024 (escolas-quartel), é indicativo de que Tarcísio de Freitas pretende utilizar a educação para concretizar seu projeto político de representar o bolsonarismo na eleição presidencial. “Não vamos permitir a militarização da Educação pública!”, finalizou a deputada.

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