09 de julho de 2026
PEDRAS VISÍVEIS

Nível do rio Piracicaba cai para 1,28 metro após mortandade de peixes

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Will Baldine/JP
A investigação da Cetesb para apontar a causa da mortandade de peixes não foi concluída

O nível do rio Piracicaba caiu para 1,28 metro no fim da tarde desta quarta-feira (03), o que representa volume 48% abaixo da média histórica do mês que é de 2,53 metros. A baixa está relacionada à vazão que era de 37,7 m³/s (metros cúbicos por segundo), às 18h desta quarta, índice 79,4% abaixo da média histórica do mês, que é de 188,60 m³/s. Um metro cúbico equivale a mil litros. Os dados são da Sala de Situação dos Comitês PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e do monitoramento do Saisp (Sistema de Alerta de Inundações do Estado de São Paulo).

Na terça-feira (02), milhares de peixes mortos foram observados em praticamente toda a extensão urbana do rio Piracicaba. As causas ainda estão em investigação, mas vistoria da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apontou que as altas temperaturas, poluição e baixa vazão sãos possíveis causas da mortandade.

Entenda o que aconteceu com o rio aqui.

“É possível inferir que a baixa vazão do rio, associada às altas temperaturas e concentração de poluentes na água, pode ter ocasionado floração de algas, causando um deficit de oxigênio dissolvido, elemento essencial para a vida aquática, causando a morte de peixes”, explicou em nota enviada ao Jornal de Piracicaba. A Cetesb também indicou que no trecho percorrido, entre a entrada da cidade até Ártemis não foram encontrados pontos de emissões irregulares de efluentes. “O monitoramento automático em ponto a jusante da malha urbana de Piracicaba, também mostra registros de variação significativa de oxigênio dissolvido, com valores críticos para preservação da vida aquática”, explicou.

Além de estar mais baixo que a média histórica, nível e vazão também estão bem abaixo do verificado no dia 3 de janeiro de 2023, quando o rio apresentava profundidade de 2,15 metros e vazão de 118,8 m³/s.

A investigação da Cetesb para apontar a causa da mortandade de peixes não foi concluída. “Foram coletadas amostras e obtido um perfil de oxigênio, pH e temperatura, cujos resultados corroboram com a hipótese levantada até o momento. Amostras também foram encaminhadas para o laboratório da Cetesb em São Paulo para análises de clorofila, toxicidade aguda e fitoplâncton”, informou.

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