As primeiras análises da Cetesb sobre a morte dos peixes apontaram que a proliferação das algas está relacionada à morte dos peixes. Apesar de auxiliarem na oxigenação da água, segundo o professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Plínio Barbosa de Camargo, caso as algas morram, a decomposição pode influenciar na diminuição do oxigênio da água.
“Geralmente, quando tem a mortandade das algas, ela acontece de uma vez. Na hora dessa mortandade, entra muita matéria orgânica no rio, e essa matéria orgânica, para ser decomposta, os microrganismos consomem todo o oxigênio que fica na água. Então, o problema é quando morre”, explicou.
De acordo com o professor Camargo, as algas têm um tempo curto de vida, e a morte delas pode ter acontecido de uma única vez. O professor cita, ainda, a possibilidade de que as algas tenham vindo da cidade de Americana, na região da Usina Hidrelétrica Salto Grande, onde a incidência desses organismos é comum. “Com certeza pode ter sido esse boom de crescimento das algas que depois morreu em função da vida curta delas e temperatura elevada, e isso faz com que elas tenham morrido. Agora, o que causa a morte dos peixes é a falta de oxigênio. O peixe não morre porque ele come alga ou qualquer coisa nesse sentido. Na verdade faltou oxigênio no rio e os peixes morrem”, completou.
A CPFL Renováveis, empresa proprietária da Usina Hidrelétrica Salto Grande, em Americana, informou que não fez a abertura de barragens recentemente. A represa da usina é localizada na junção entre os rios Jaguari e Atibaia, que formam o rio Piracicaba. O Consórcio PCJ foi questionado sobre uma possível proliferação de algas na região de Americana, mas ainda não retornou o contato.
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