A Justiça manteve presa preventivamente a mulher acusada de matar a cunhada em Caçapava. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (9) e confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
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Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, a investigada pela morte de Ana Carolina Augusto dos Santos, de 29 anos, permanece presa enquanto a Polícia Civil avança na investigação e o caso segue para análise da Justiça.
A mulher havia sido presa na noite de terça-feira (8), após Ana Carolina ser atingida por uma facada na região próxima ao pescoço durante uma discussão em uma residência no bairro Santa Luzia.
A prisão em flagrante havia sido determinada pela Polícia Civil após a morte de Ana Carolina. A autoridade policial registrou inicialmente o caso como feminicídio consumado e pediu à Justiça que a investigada permanecesse presa preventivamente.
O pedido foi analisado durante a audiência de custódia desta quarta-feira. O Tribunal de Justiça confirmou que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Ana Carolina morreu após ser atingida por uma facada durante uma discussão na noite de terça-feira.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma briga em uma residência na Travessa João Borges de Siqueira, no bairro Santa Luzia. A informação recebida pelos policiais indicava que uma das pessoas envolvidas estaria com uma faca.
Durante o deslocamento da equipe, os policiais receberam uma nova informação de que uma pessoa havia sido ferida e apresentava intenso sangramento.
Quando chegaram ao endereço, os agentes encontraram Ana Carolina caída e com um ferimento próximo ao pescoço.
O Samu foi acionado e levou a vítima para a Fusam (Fundação de Saúde e Assistência do Município), mas ela não resistiu.
Ana Carolina era irmã do companheiro da mulher presa. Segundo o registro policial, ela estava temporariamente na residência do casal.
A ocorrência teria começado após uma discussão doméstica envolvendo Ana Carolina, o irmão dela e a companheira dele.
O irmão da vítima também prestou depoimento à Polícia Civil. O relato, porém, apresentou pontos de hesitação sobre a sequência dos acontecimentos, e a investigação ainda busca esclarecer exatamente como ocorreu o confronto entre as duas mulheres.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher presa teria apresentado inicialmente uma versão de legítima defesa. Conforme o relato registrado pelos policiais, ela teria afirmado que houve uma luta corporal e que Ana Carolina estaria com uma faca.
Ainda segundo essa versão, a investigada teria entrado na discussão para proteger o companheiro, tomado a faca da vítima e desferido um golpe que atingiu a região próxima ao pescoço. A informação, contudo, não representa uma confissão formal.
Durante o interrogatório na Polícia Civil, a investigada foi informada sobre o direito de permanecer em silêncio e optou por não responder às perguntas. A dinâmica exata da briga continua sendo investigada.
O caso foi registrado inicialmente como feminicídio consumado.
Na fundamentação apresentada pela autoridade policial, foi considerado o contexto de violência doméstica e familiar e a relação entre as envolvidas.
A classificação adotada no flagrante ainda é inicial e poderá ser analisada pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário à medida que novas provas forem incorporadas ao caso.
A investigação também deverá esclarecer a motivação da discussão e a sequência exata que levou à morte de Ana Carolina.