A Prefeitura de Taubaté divulgou um projeto de revitalização da região central do município que prevê o incentivo à criação de moradias e a concessão do Teatro Metrópole à iniciativa privada. A proposta busca aumentar a circulação de pessoas na região, estimular o comércio e atrair novos investimentos para uma área que atualmente enfrenta o fechamento de estabelecimentos e a perda de atividade econômica.
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O projeto foi apresentado pelo prefeito Sérgio Victor (Novo) durante o Fórum Taubaté 400 Anos, realizado na última sexta-feira (28). Para ele, a recuperação do Centro passa pela criação de uma região mais ocupada por moradores, comércio, serviços e opções de lazer.
“Então não tem nem o que discutir mais. A gente só vai poder discutir que centro a gente quer, o que a gente gostaria para nós, né? A gente imagina que precisa levar mais moradia pro Centro para que tenha mais vida caminhando nas calçadas, para que tenha mais gente morando ali, para que tenha mais gente consumindo ali”, afirmou.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio de Taubaté criticou a proposta de revisão parcial do Plano Diretor encaminhada à Câmara, em 11 de agosto (leia aqui).
Dentro da estratégia de revitalização, a Prefeitura também avalia conceder o Teatro Metrópole à iniciativa privada. O equipamento histórico é apontado por Sérgio como um ativo com potencial para atrair público e movimentar o entorno. A intenção é ampliar o uso do teatro, com uma programação capaz de levar pessoas à região em diferentes dias da semana.
“Pra gente, o teatro tem um papel crucial, né? Hoje ele é totalmente subaproveitado. Tem uma dificuldade enorme de manter a infraestrutura dele (...) Por isso também, em breve devemos mandar pra Câmara Municipal a possibilidade de concessão do Teatro Metrópole, porque imagina só 300, 400 pessoas todas as noites ou boa parte das noites indo ali para aproveitar um bom show, uma boa peça, enfim”, disse.
Fernando César de Moraes, delegado municipal do Creci em Taubaté, estima que cerca de 330 pontos comerciais estejam fechados na região. Para ele, a recuperação da área depende de ações integradas entre Prefeitura, comércio e mercado imobiliário, com a moradia como um dos elementos capazes de estimular a retomada econômica.
“O Centro chega a ser preocupante de ver cerca de 330 pontos fechados. Então, eu acho que precisa haver uma união entre o poder público e o comércio para que a gente melhore isso. Não é só a moradia; o comércio também é um fator de giro, de economia e tudo se completa”, lamentou.
Moraes também citou a aprovação do Plano Diretor e o projeto de revitalização como fatores que podem favorecer o setor imobiliário. Para ele, apesar do período de transição, as perspectivas para o mercado na cidade são positivas.
“Temos que ser resilientes com essa transição que estamos passando aí; a gente vê que o futuro no mercado imobiliário em Taubaté é bastante promissor”, complementou.
Esta reportagem integra o projeto Taubaté#400, iniciativa de OVALE que propõe uma reflexão sobre a trajetória da cidade, os desafios do presente e as oportunidades para as próximas décadas. Desenvolvido por OVALE, o projeto conta com apoio institucional da Prefeitura de Taubaté e patrocínio da Unitau (Universidade de Taubaté) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), Milclean e Avocar.