Evandro Luís Prudente, de 33 anos, conhecido como “Sheik das Apostas”, foi executado com 16 tiros dentro de uma academia no bairro Santana, na zona norte de São José dos Campos, na tarde desta terça-feira (25).
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Segundo a Polícia Civil, ele tinha antecedentes criminais por homicídio e tráfico de drogas no Rio Grande do Sul e é investigado por uma possível atuação como agiota. Uma das linhas de investigação é que ele teria deixado o estado após receber ameaças de morte.
Morando em São José havia cerca de um ano, Evandro estava sentado em uma poltrona na recepção da academia quando um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou os disparos. Imagens de câmeras de segurança registraram o ataque. Após o crime, o atirador fugiu.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou Evandro já sem vida. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de São José, que tenta esclarecer a motivação e identificar quem teria ordenado a execução.
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As imagens mostram Evandro sentado na recepção quando o atirador entra armado. O homem se aproxima da vítima, saca a arma e dispara diversas vezes. Segundo a investigação, foram 16 tiros.
Depois dos disparos, o criminoso deixa rapidamente o local. A polícia identificou que os envolvidos utilizaram uma motocicleta preta na fuga. O veículo foi abandonado pouco depois, na zona norte, às margens da rodovia Monteiro Lobato (SP-50).
A partir da análise das câmeras de segurança da região, os investigadores conseguiram identificar os suspeitos e acompanhar a movimentação de um segundo veículo, um carro branco. O automóvel seguiu em direção ao Rio de Janeiro.
A Polícia Civil de São José dos Campos acionou as forças de segurança do Rio de Janeiro depois de identificar o veículo. O carro foi localizado e abordado em Itatiaia (RJ) por uma equipe do GAT (Grupamento de Ações Táticas) do 37º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Resende.
Três homens foram detidos durante a abordagem e levados para uma delegacia de Resende. Eles foram identificados pela polícia como Alex Cruz Fernandes, nascido em novembro de 2002; Gabriel Carvalho da Silva, nascido em outubro de 1997; e Lucas Andrade de Oliveira, nascido em julho de 1998.
Dois dos investigados são moradores do Rio de Janeiro. Uma equipe da Delegacia de Homicídios foi até o estado fluminense para apresentar às autoridades locais as informações reunidas durante as primeiras horas da investigação.
A investigação também busca reconstruir a logística utilizada na execução. Segundo a polícia, a motocicleta usada inicialmente na fuga teria sido alugada em Porto Alegre (RS). Já o carro branco teria sido locado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
A polícia apura como os veículos foram contratados, o trajeto percorrido pelos suspeitos e se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do homicídio.
As diligências tiveram apoio da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal, do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) de São José e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Evandro morava em São José havia aproximadamente um ano. Nas redes sociais, era conhecido pela ostentação de carros de alto padrão, imóveis luxuosos e uma rotina de viagens e bens de elevado valor.
Segundo informações levantadas pela investigação, ele vivia em um condomínio de luxo na cidade e tinha milhares de seguidores nas redes sociais. À polícia, a esposa afirmou que Evandro trabalhava com venda de veículos pela internet.
Ainda de acordo com o depoimento, ele não mantinha negócios em São José e não havia relatado ameaças recentes.
A Polícia Civil, porém, investiga o histórico da vítima no Rio Grande do Sul. Evandro tinha passagens por homicídio e tráfico de drogas no estado. As autoridades também apuram a informação de que ele teria atuado como agiota.
Uma das hipóteses investigadas é que Evandro tenha deixado o Rio Grande do Sul depois de receber ameaças de morte e se mudado para São José dos Campos. A eventual relação entre essas ameaças, o histórico criminal e a execução ainda não foi esclarecida.
A prisão dos três suspeitos representa um avanço na investigação, mas a polícia ainda busca esclarecer a motivação do crime e o eventual mandante da execução.
A Delegacia de Homicídios apura qual era a relação entre os investigados e Evandro, quem teria planejado o assassinato e se o histórico da vítima no Rio Grande do Sul está relacionado ao crime cometido em São José.
Os investigadores também devem reconstruir os passos de Evandro e dos suspeitos antes e depois do homicídio.
O velório de Evandro foi realizado no Memorial Bom Retiro, em São José. O sepultamento ocorreu no Cemitério Memorial Bom Retiro, na cidade, às 17h desta terça-feira (25).