O sobrinho da ex-patroa da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, 60 anos, passou a ser procurado pela Polícia Civil após a Justiça decretar sua prisão preventiva.
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A decisão foi tomada com base no inquérito concluído pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Sebastião, que também resultou na manutenção da prisão da ex-patroa da vítima e na prisão preventiva de um policial militar da reserva, de 55 anos, já capturado.
O militar aposentado foi preso na noite dessa segunda-feira (3), em Ubatuba, durante uma operação realizada por policiais civis da DIG e da Dise. Já o sobrinho da ex-patroa não foi localizado e é considerado foragido da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, a investigação sobre o assassinato de Berenice foi concluída e encaminhada ao Ministério Público, que se manifestou favoravelmente aos pedidos de prisão preventiva dos três investigados. A Justiça acolheu a representação e expediu os mandados.
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De acordo com o delegado Tadeu Ricardo de Castro, responsável pela investigação, a prisão preventiva foi decretada para Eliane Alves dos Santos, ex-patroa da cozinheira, seu atual companheiro e seu sobrinho.
"A DIG de São Sebastião concluiu o inquérito policial que apurava a morte da senhora Berenice. Representamos pela prisão preventiva de Eliane, que já estava presa temporariamente, e de mais dois investigados, seu atual companheiro e seu sobrinho. O Ministério Público se manifestou favoravelmente aos pedidos e a Justiça decretou a prisão preventiva dos três", afirmou o delegado.
Ainda segundo a autoridade policial, o companheiro de Eliane foi localizado e preso na segunda-feira (3). O sobrinho, no entanto, não foi encontrado durante as diligências e segue sendo procurado pelas equipes da Polícia Civil.
Como o preso é policial militar da reserva, após os procedimentos na Delegacia de Polícia de Ubatuba, ele foi encaminhado por uma equipe da Polícia Militar ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. A apresentação em audiência de custódia estava prevista para esta terça-feira (4).
A Polícia Civil informou que o nome do sobrinho não foi divulgado e também não detalhou qual teria sido sua participação no crime. As investigações, porém, apontaram elementos suficientes para embasar o pedido de prisão preventiva aceito pela Justiça.
A prisão preventiva não possui prazo determinado e poderá ser mantida enquanto houver necessidade para o andamento do processo. A medida não representa condenação, e os investigados continuam tendo direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Berenice Ramos de Aguiar desapareceu em 30 de junho, após sair do estabelecimento onde trabalhava, em Ubatuba. Durante as investigações, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio.
Dias depois, o corpo da cozinheira foi encontrado em uma área de penhasco, na região de Serra d'Água, em Angra dos Reis (RJ), às margens da RJ-155. A identificação foi confirmada por familiares e posteriormente pelos exames periciais do IML (Instituto Médico Legal).
O caso mobilizou equipes das polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro, que reconstruíram o trajeto percorrido entre Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis para esclarecer a dinâmica do crime.
A ex-patroa da vítima havia sido presa temporariamente em 10 de julho, durante a Operação Último Rastro. Com a conclusão do inquérito, a Justiça converteu a medida em prisão preventiva e estendeu a ordem aos outros dois investigados.