A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) fechou o primeiro semestre de 2026 como a região mais violenta de São Paulo, de acordo com dados oficiais da (Secretaria da Segurança Pública). A região ocupa o topo do ranking de homicídios no estado desde 2010.
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De acordo com novos dados, divulgados nesta sexta-feira (31), a região apresenta a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes entre todas as regiões administrativas paulistas, além de registrar o maior número absoluto de vítimas no interior paulista.
Desafio da gestão Tarcísio de Freitas na segurança, a RMVale é palco de confrontos entre criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e de facções cariocas, como o CV (Comando Vermelho), como revelou OVALE.
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Considerando o período de julho de 2025 a junho de 2026, a RMVale registrou uma taxa de 11,14 homicídios por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média estadual, de 5,43, e muito acima da média do interior, que ficou em 6,26.
O índice da região também supera com ampla vantagem outras regiões paulistas. A segunda maior taxa foi registrada em Araçatuba, com 8,50 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Bauru (6,74), Sorocaba (6,70), São José do Rio Preto (5,96), Baixada Santista (5,59), Ribeirão Preto (5,34), Campinas (4,95), Presidente Prudente (4,69) e Piracicaba (4,53).
Na comparação com as maiores concentrações urbanas do estado, a diferença é ainda mais expressiva. A cidade de São Paulo registrou taxa de 4,33 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a Grande São Paulo ficou em 4,66.
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Além da maior taxa proporcional, a RMVale também aparece na liderança do interior paulista em número absoluto de homicídios.
No período analisado, foram contabilizadas 145 vítimas de homicídio doloso na região, além de dois casos de latrocínio (roubo seguido de morte). Em 2025, no mesmo período, foram 141 homicídios e dois latrocínios.
Na sequência aparecem Ribeirão Preto, com 107 homicídios e um latrocínio; Sorocaba, com 102 homicídios e um latrocínio; Campinas, com 96 homicídios e quatro latrocínios; Piracicaba, com 68 homicídios e quatro latrocínios; Bauru, com 64 homicídios e três latrocínios; Baixada Santista, com 64 homicídios e cinco latrocínios; São José do Rio Preto, com 46 homicídios e um latrocínio; Araçatuba, com 33 homicídios; e Presidente Prudente, com 31 homicídios e um latrocínio.
Os números colocam o Vale do Paraíba em uma posição de destaque negativo no mapa da violência paulista. A taxa regional é cerca de 105% superior à média do Estado e aproximadamente 78% maior que a média do interior, evidenciando um cenário que chama a atenção das autoridades de segurança pública.
Os dados fazem parte das estatísticas criminais divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e consideram os registros oficiais de homicídios dolosos e latrocínios em todas as regiões do estado.
Caraguatatuba foi a cidade com o maior número absoluto de homicídios na RMVale.
O município do Litoral Norte contabilizou 23 homicídios dolosos, seguido por São José dos Campos, com 17 casos. Na sequência aparecem Taubaté, Lorena e Pindamonhangaba, todas com 12 homicídios registrados no primeiro semestre.
Entre os municípios com maiores índices também estão Cruzeiro, com nove homicídios, Guaratinguetá e Ubatuba, com oito cada, além de Cachoeira Paulista e São Sebastião, ambas com seis ocorrências.
Em relação aos latrocínios, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte, Caçapava e Igaratá registraram um caso cada no primeiro semestre do ano.