O ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto, que voltou a cumprir pena de prisão em regime fechado na última quarta-feira (15), foi condenado em dois processos criminais distintos.
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Os dois processos, que tramitaram em segredo de justiça, envolvem crimes cometidos ao longo dos dois mandatos de Peixoto, que foi prefeito entre 2005 e 2012 - o primeiro mandato pelo PSDB e o segundo pelo MDB.
Embora a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) tenha sido dividida em dois processos, os casos têm relação: um deles mirou fraudes em licitações e o outro focou na lavagem do dinheiro obtido por meio dessas fraudes.
Segundo o MPF, licitações nas áreas da educação e da saúde foram fraudadas nos dois mandatos de Peixoto. O esquema, de acordo com a denúncia, consistia no superfaturamento de contratos de merenda (com as empresas Sistal e, depois, EB) e medicamentos (com a Home Care e, depois, a Acert), em troca propina equivalente a 10% dos valores.
Em primeira instância, a ação foi julgada procedente contra oito dos 12 réus, em agosto de 2016, pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que é especializada em crimes financeiros. Em 2019, em segunda instância, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) reduziu as penas, mas manteve as condenações dos oito réus.
Os recursos das defesas também já foram rejeitados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O processo retornou recentemente para a primeira instância e, em breve, terá início a fase de cumprimento das penas.
Confira abaixo o que a Justiça decidiu sobre cada um dos 12 réus desse processo:
O segundo processo do MPF mirou a lavagem do dinheiro que o casal Peixoto havia obtido como propina, por meio da fraude a licitações de merenda e de medicamentos.
Em primeira instância, foi julgado em agosto de 2016, pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Em segunda instância, foi analisado pelo TRF-3 no fim de 2019.
Em agosto de 2024, após os recursos das defesas serem rejeitados pelo STJ e pelo STF, o casal Peixoto começou a cumprir pena de prisão. Além disso, a Justiça determinou o perdimento dos bens que o ex-prefeito e a ex-primeira-dama haviam adquirido entre 2005 e 2007 para ocultar a origem do dinheiro ilícito: a lista inclui um apartamento em Ubatuba, um sítio em São Bento do Sapucaí, dois imóveis em Taubaté e um veículo.
Confira abaixo o que a Justiça decidiu sobre cada um dos quatro réus desse processo: