A mulher e motorista de aplicativo, presa em flagrante no último sábado (27), após atropelar e matar um motociclista de 23 anos na Estrada José Augusto Teixeira, zona sul de São José dos Campos, vai responder ao crime em liberdade provisória. A decisão foi concedida após a realização de audiência de custódia.
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Ela foi presa em flagrante após atropelar e matar o motociclista Victor Manoel dos Santos Jesus, conhecido como “Chipa Grau”.
Ao receber a liberdade provisória, a motorista deve obedecer uma série de regras impostas pela Justiça. Ela deve manter telefone e endereço atualizados, está proibida de ausentar-se da Comarca de sua residência por mais de sete dias sem autorização do Juízo e deve comparecer bimestralmente ao Juízo de sua residência.
A mulher de 38 anos também está proibida de conduzir veículo automotor, ficando suspensa eventual permissão ou habilitação para dirigir, e não pode exercer qualquer tipo de atividade remunerada como motorista, inclusive de aplicativo de transporte de passageiros.
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Victor morreu após uma colisão envolvendo a motocicleta que conduzia e um carro dirigido pela motorista de aplicativo Juliana Santos, de 38 anos. O acidente aconteceu por volta de 0h18, no cruzamento da Estrada José Augusto Teixeira com a rua João Miacci, no Jardim Torrão de Ouro.
Segundo o boletim de ocorrência, Juliana dirigia um Ford Fiesta e transportava um passageiro no momento da colisão.
O passageiro relatou à polícia que a condutora estaria consumindo cerveja enquanto dirigia e teria tentado fazer uma ultrapassagem pela contramão, quando atingiu frontalmente a motocicleta de Victor, uma Honda CG 150 Titan. O motociclista morreu no local da colisão. Equipes do Samu constataram o óbito.
A Polícia Civil informou que a motorista foi submetida a exame pericial, e o laudo médico apontou que ela estava sob influência de álcool. Ela foi presa em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor qualificado pela influência de álcool.
A autoridade policial não arbitrou fiança, já que a pena prevista para o crime supera quatro anos de prisão. As circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.
A morte de Victor gerou grande comoção nas redes sociais. Amigos, familiares e integrantes de grupos de motociclistas publicaram homenagens ao jovem, que era conhecido pelo apelido de “Chipa Grau”. Nas mensagens, ele foi lembrado como uma pessoa alegre, sorridente e apaixonada por motocicletas.
Em uma das publicações, amigos lamentaram a perda e escreveram que Victor era “pureza” e levava felicidade por onde passava. Outros comentários desejaram força aos familiares e destacaram a dor pela morte precoce do motociclista. “Perdemos mais um guerreiro na pista”, escreveu um dos amigos.