19 de junho de 2026
TRAGÉDIA NA ZONA SUL

Adeus, Eduardo: motoboy morreu enquanto fazia entrega em São José

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Motoboy Eduardo Raposo, 24 anos, morreu em acidente de trânsito

Eduardo da Cunha Raposo, 24 anos, é o motoboy que morreu no acidente de trânsito em São José dos Campos e envolveu uma moto Honda CG 160 Start vermelha e um Renault Sandero prata.

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O acidente aconteceu na avenida Papa João Paulo 1º, no Jardim Satélite, zona sul da cidade, na tarde dessa quinta-feira (18). O boletim de ocorrência aponta morte no local e informa que a dinâmica ainda depende de perícia, oitivas, laudos e busca de imagens.

Eduardo nasceu em 16 de junho de 2002. O BO registra a profissão como motoboy. Familiares já haviam relatado, no local do acidente, que ele estava em serviço no momento da colisão e que havia completado aniversário poucos dias antes.

A morte de Eduardo gerou forte comoção porque ele era jovem, trabalhava como motoboy e havia feito aniversário dois dias antes do acidente. A presença de familiares no local reforçou o impacto humano da ocorrência, além do reflexo no trânsito da zona sul.

Não há, até a publicação desta atualização, informações oficiais sobre velório e sepultamento de Eduardo.

O que o BO apresenta sobre o acidente

O boletim registra o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no Código de Trânsito Brasileiro. A tipificação é provisória e serve para a abertura da apuração. A conclusão depende dos laudos periciais e de novas diligências.

O acidente ocorreu no horário das 17h05. A solicitação de perícia partiu da Polícia Militar, com descrição de colisão frontal entre a motocicleta conduzida por Eduardo e o Renault Sandero.

O boletim informa que o Samu compareceu ao local, por meio da unidade USA-01, e que o médico atestou a morte de Eduardo na própria avenida. O local ficou preservado para a perícia do Instituto de Criminalística.

Perito, fotógrafo e policiais civis estiveram na área para acompanhar os trabalhos. Fotografias do local também foram anexadas ao procedimento, conforme o registro policial.

O que disse o motorista do carro

O motorista do Renault Sandero declarou que trafegava em seu sentido regular após sair de uma padaria. Ele afirmou que a via era reta e em declive, e que a motocicleta seguia no sentido oposto, na subida.

De acordo com a versão dele registrada no BO, o motociclista teria invadido a contramão de direção de forma repentina e colidido com a parte dianteira e lateral do carro. O motorista também declarou que permaneceu no local, negou ingestão de bebida alcoólica e afirmou ter habilitação regular.

O próprio boletim deixa claro que a apuração ainda depende de oitiva de testemunhas, juntada de laudos periciais, busca de imagens e outras diligências. A Polícia Militar informou que não encontrou testemunhas presenciais diretas no primeiro atendimento.

Por isso, a versão inicial do motorista não representa conclusão oficial. A perícia deverá avaliar ponto de impacto, posição final dos veículos, danos, marcas na via e demais elementos técnicos para definir a dinâmica.

BO aponta falta de CNH da vítima

O boletim registra que, após consulta, foi constatado que o motociclista não possuía habilitação. Esse dado passa a integrar a investigação, mas não substitui a análise técnica da colisão.

Em acidentes fatais, a falta de habilitação pode ter peso administrativo e jurídico, mas a responsabilidade pela batida depende da dinâmica completa. A Polícia Civil deverá cruzar a informação com laudos, imagens e depoimentos.

O BO informa que não houve flagrante. O documento cita o Código de Trânsito Brasileiro, que impede prisão em flagrante e exigência de fiança ao condutor que presta pronto e integral socorro em sinistro com vítima.

O caso foi encaminhado ao distrito policial da área do fato para continuidade da apuração. O enquadramento poderá ser revisto conforme avanço das provas.