Em greve desde 2 de junho, servidores municipais de Taubaté decidem o rumo da paralisação na tarde desta terça-feira (16), a partir das 14h30, em ato em frente à Câmara. A Prefeitura ofereceu reajuste de 2,5% a ser aplicado em 2027. A categoria reivindica 9,43%.
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O Tribunal de Justiça promoveu uma audiência de conciliação na tarde de segunda-feira (15), no processo movido pela Prefeitura de Taubaté contra o Sindicato dos Servidores. O encontro terminou sem acordo. A administração municipal não apresentou nenhuma nova proposta.
Sem acordo entre as partes, o processo irá a julgamento no Órgão Especial do TJ, que é composto por 25 desembargadores. Ainda não há data marcada.
A pauta de reivindicações do sindicato tem nove itens, sendo o reajuste salarial o principal deles. A categoria pede um índice de 9,43%, referente à inflação dos dois últimos anos, já que o funcionalismo não teve revisão dos vencimentos em 2025 e em 2026.
A proposta da Prefeitura é de reajuste de apenas 2,5%, que seria aplicado somente a partir de 2027, sendo 1% na folha de janeiro e o restante na folha de março. Além disso, o município ofereceu aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro desse ano - esse era um dos nove itens pedidos pelo sindicato.
Diante do impasse, o Sindicato dos Servidores informou que os rumos da greve serão decididos na tarde desta terça-feira.
“Diante da ausência de nova proposta, os servidores municipais seguem em greve”, informou a entidade. “No ato e na assembleia desta terça-feira serão discutidos os desdobramentos da audiência e deliberados os próximos encaminhamentos do movimento.”
A entidade disse que a categoria espera uma nova proposta da Prefeitura. “A mobilização da categoria continua, assim como a expectativa de que a administração municipal apresente uma nova proposta que permita a superação do impasse da forma mais célere possível, em benefício dos servidores e da população”.
Após a deflagração da greve, ainda no dia 2 de junho, o TJ determinou que 70% dos funcionários permanecessem em atividade, para garantir a continuidade dos serviços essenciais, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.
O sindicato foi notificado somente no dia 8, e a Prefeitura alega que a entidade não tem cumprido a decisão, o que estaria causando impacto em uma série de serviços, principalmente na saúde e na educação.
Após a decisão do dia 2, a Prefeitura pediu duas vezes que o TJ ampliasse a multa diária para R$ 50 mil, determinasse o bloqueio das contas do sindicato e a responsabilização pessoal dos dirigentes da entidade, sob a alegação de que a liminar não estaria sendo cumprida. Os pedidos foram rejeitados pelo tribunal nos dias 9 e 12 de junho.
Na última sexta-feira (12), o prefeito Sérgio Victor (Novo) afirmou que, pela situação financeira, o município chegou ao limite do que pode oferecer.