Novos detalhes do boletim de ocorrência sobre a execução do empresário Leonardo Ariel de Toledo, de 29 anos, revelam que os criminosos teriam anunciado o assassinato momentos antes do crime.
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Segundo testemunhas, os suspeitos passaram por uma barbearia próxima à Adega MisterBeer, em Taubaté, e afirmaram que matariam Leonardo. Pouco depois, o atirador invadiu o estabelecimento e deixou claro que apenas a vítima seria alvo dos disparos.
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Segundo o relato, os homens mostraram um revólver que carregavam na cintura e teriam dito que matariam Leonardo.
O proprietário da barbearia informou à polícia que não conhecia os indivíduos e não conseguiu fornecer detalhes que ajudassem na identificação da dupla.
Outro trecho do boletim reforça a hipótese de que o crime foi uma execução planejada.
Segundo o depoimento do sócio de Leonardo, que estava dentro da adega no momento do ataque, o criminoso entrou no estabelecimento usando capacete, máscara e roupas que dificultavam sua identificação.
Antes de começar os disparos, ele teria dado ordens para que as demais pessoas se afastassem e afirmou que atiraria apenas em Leonardo.
O relato indica que o empresário era o alvo exclusivo da ação criminosa.
Após os primeiros disparos, Leonardo tentou escapar pela lateral do imóvel. De acordo com a testemunha, ele pulou uma janela e correu por um corredor externo da adega na tentativa de sobreviver.
O atirador, porém, perseguiu a vítima e continuou efetuando disparos.
Mesmo alternando a fuga entre áreas internas e externas do imóvel, Leonardo acabou sendo atingido e caiu no corredor do estabelecimento.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas apenas constatou a morte do empresário.
O crime ocorreu diante do filho de Leonardo, uma criança de apenas 5 anos.
Segundo o boletim, o menino estava no local durante os preparativos finais para a inauguração da Adega MisterBeer, marcada para o dia seguinte.
Nos momentos iniciais do ataque, testemunhas retiraram a criança da área dos disparos para evitar que fosse atingida.
O garoto não sofreu ferimentos.
A Polícia Civil trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio.
Entre as hipóteses analisadas estão possíveis conflitos ligados a negociações de veículos e uma eventual motivação passional.
O boletim também registra que familiares receberam uma ligação afirmando que Leonardo teria morrido por ser "talarico", informação que passou a integrar as linhas de investigação.
Além disso, o documento cita informações preliminares sobre antecedentes criminais da vítima relacionados a tráfico de drogas e associação para o tráfico, sem apontar qualquer relação comprovada entre esses registros e o assassinato.
Até o momento, ninguém foi preso.