A estudante Bruna Damaris Sant'anna da Silva, 26 anos, viveu uma manhã emocionante ao lado da família neste sábado (6), após todo o sofrimento pelo qual ela passou ao ser resgatada no mar, em Ilhabela, depois de cerca de 42 horas à deriva.
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Em Ubatuba, neste sábado, ela se encontrou com os pescadores que a resgataram no mar. O encontro aconteceu na Praia da Maranduba.
Pela primeira vez desde o acidente, Bruna encontrou-se pessoalmente com Alex e Allan, pai e filho que participaram do resgate.
“Obrigada a todos por esse momento, foi muito especial me encontrar com meus anjos (Alex e Alan) que Deus e sua misericórdia enviou para me resgatar daquele mar, que Deus abençoe a todos sempre”, disse ela sobre o encontro.
“Mais uma vez, eu te agradeço. Se não fosse você, eu não estaria aqui”, disse Bruna ao pescador Alex.
Ela relembrou momentos do acidente e revelou que, antes de se separar do homem que estava com ela no mar, disse que tentaria nadar em busca de ajuda.
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Segundo Alex, ao encontrar a jovem no mar ela estava debilitada, muito fraca e apresentava sinais de exaustão. O pescador afirmou ter ficado emocionado ao vê-la recuperada e ao lado da família.
Durante o encontro, Bruna também relembrou detalhes do acidente. Ela contou que tentou nadar junto com Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, até uma ilha próxima, mas os dois não conseguiram avançar por causa da força da correnteza.
“Quando chegou na terça-feira de madrugada, eu lembro que a gente estava tentando nadar para chegar na ilha, só que a gente não chegava por conta da correnteza. Eu falei para ele: ‘vamos tentar, vamos nadar’. Aí ele falou: ‘estou com câimbra, estou com câimbra’. Muita dor. Então eu falei: ‘você fica aqui, que eu vou procurar ajuda’”, relatou.
Bruna e Dheorge desapareceram na região da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela, no domingo, dia 24 de maio. Dheorge foi encontrado morto após oito dias de buscas.
A moto aquática em que ambos estavam sofreu uma pane mecânica e acabou arrastada por fortes correntes em direção ao mar aberto. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil investigam o acidente que culminou na morte de Dheorge. O corpo dele foi sepultado na sexta-feira (5) no Ceará, terra natal dele.
“Fiquei muito alegre de vê-la bem. Porque aquele outro dia ela tava bem debilitada, bem fraquinha e hoje eu encontrei ela aqui assim bem. Tá bem, graças a Deus, melhorando mais ainda. A família toda aí, gratificante pra gente. A gente fica contente”, disse o pescador Alex em entrevista à TV Vanguarda.
A Polícia Civil continua investigando a morte de Dheorge e as condições do acidente. Até o momento, nove pessoas foram ouvidas e a investigação deve avançar nos depoimentos.