Uma passeata a partir da Avenida do Povo até a região central de Taubaté, na manhã desta quarta-feira (3), marca a greve dos servidores municipais da cidade. Iniciada oficialmente na terça-feira (2), a mobilização segue, segundo os grevistas, em razão “da ausência de qualquer mudança no cenário de negociações”.
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A greve afeta principalmente escolas municipais de Taubaté, com ao menos uma unidade paralisada e outras funcionando sem o quadro completo de professores.
Na terça, o Tribunal de Justiça expediu uma liminar (decisão provisória) que determina que 70% dos servidores municipais de Taubaté permaneçam em atividade, sob pena de multa diária de R$ 20 mil por categoria, em caso de descumprimento.
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté informou que cerca de 2.800 servidores participaram das manifestações realizadas na manhã do primeiro dia de paralisação.
No segundo dia, o movimento visa dar visibilidade às reivindicações da categoria e informar a população sobre os motivos da greve.
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A categoria cobra 9,43% de recomposição, além de reajuste no vale-alimentação e criação de auxílio-transporte. Os funcionários alegam que estão sem reajuste há dois anos e afirmam que a proposta de aumento do vale-alimentação não atende os aposentados. A categoria cobra negociação.
A Prefeitura anunciou proposta para elevar o vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro.
Em outra frente, a Prefeitura de Taubaté publicou um decreto que definiu os serviços considerados essenciais durante a greve, incluindo a educação infantil.
Ainda na terça, a oposição ao governo Sérgio Victor (Novo) protocolou, na Câmara de Taubaté, um projeto que visa sustar os efeitos do decreto do prefeito que criou o Plano Emergencial de Continuidade dos Serviços Públicos.
Também foi marcada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Servidores, marcada para o dia 15 de junho.
A Prefeitura de Taubaté informou que adotou medidas para “minimizar os impactos da paralisação e manter o funcionamento dos serviços considerados essenciais”. O município também disse que mantém diálogo aberto com os representantes da categoria.