20 de maio de 2026
INSPIRADOR

Do Mercadão para o milhão: a história da 'Doces da Rebeka' em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Claudio Vieira/PMSJC 12-05-2026
Fábrica dos Doces da Rebeka

De uma pequena banca no Mercado Municipal de São José dos Campos para uma operação milionária com planos internacionais.

A trajetória da empresária Rebeca Soares, fundadora da Doces da Rebeka, é uma história de empreendedorismo marcada por superação, crescimento acelerado e persistência diante das dificuldades.

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Agora, a marca prepara um novo salto: a instalação de uma nova estrutura em São José, com investimento estimado em R$ 11 milhões. A expansão prevê quase quadruplicar a produção, ampliar a geração de empregos e abrir portas para exportações.

A empresa, que começou de forma simples em um boxe do Mercadão, hoje afirma ser a maior fábrica de pudins do mundo em volume de produção.

A nova unidade terá terreno de 20 mil metros quadrados e um galpão de 10 mil metros quadrados. A expectativa é elevar a produção mensal dos atuais 3,2 milhões para cerca de 7 milhões de unidades, além de lançar novos sabores e produtos.

Do Mercadão ao sonho milionário

Antes de transformar os pudins em fenômeno nacional, Rebeca passou 17 anos trabalhando em uma pastelaria e doceria construída ao lado do pai no Mercado Municipal de São José.

“Eu comecei no Mercadão em 2003. Era uma banca pequena. Depois meu pai comprou uma maior e fiquei lá até 2020”, relembra.

A ideia de criar uma fábrica especializada em pudins surgiu no fim de 2019, após comerciantes demonstrarem interesse em vender os produtos em restaurantes e estabelecimentos comerciais.

Mas o início da operação coincidiu com um dos momentos mais difíceis da vida da empresária.

Em fevereiro de 2020, Rebeca sofreu um grave acidente, com queimaduras em 40% do corpo, e precisou ficar internada durante 40 dias. Quando recebeu alta, encontrou outro cenário dramático: a pandemia de Covid-19 havia derrubado o faturamento da empresa.

Mesmo em meio à crise, ela decidiu manter todos os funcionários.

“Meu esposo perguntou se a gente ia mandar alguém embora. Eu respondi: ‘Se faltar, falta para a gente, não para eles’”, contou.

Incêndio, pandemia e dificuldades financeiras

As dificuldades continuaram nos meses seguintes. A empresa enfrentou problemas elétricos, equipamentos queimados e falta de recursos para investir.

“Pegou fogo na rede elétrica, queimou câmera fria, aconteceu de tudo. Toda a minha economia já tinha acabado”, recorda.

Segundo Rebeca, a sobrevivência do negócio só foi possível graças ao apoio de familiares, fornecedores e parceiros que acreditaram na empresa.

A virada aconteceu aos poucos. O pequeno galpão inicial de 300 metros quadrados deu lugar a estruturas maiores, a produção aumentou e a marca expandiu presença para oito estados brasileiros.

Hoje, a empresa conta com 68 colaboradores e projeta chegar a aproximadamente 200 funcionários com a nova fábrica.

Novos produtos e expansão internacional

Além do aumento da produção, a nova estrutura foi planejada para abrir caminho para o mercado externo.

A empresa já mantém conversas com importadores dos Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita.

O projeto também prevê equipamentos industriais capazes de produzir até 28 mil unidades por hora, além do lançamento de seis novos produtos e sabores.

“Temos um sonho e vamos fazer de tudo para que isso realmente possa se concretizar”, afirma Rebeca.

A empresária destaca que o novo capítulo da marca mantém conexão direta com as origens no Mercado Municipal de São José dos Campos.

Do pequeno boxe no Mercadão para uma indústria milionária, a história da Doces da Rebeka virou símbolo de empreendedorismo e superação no Vale do Paraíba.