A morte da adolescente Gabriella Caroline Custódio, de 13 anos, vítima de dengue em Taubaté, continua provocando forte comoção nas redes sociais. Dias após a confirmação do óbito, familiares e amigos seguem publicando homenagens emocionantes para a jovem, conhecida carinhosamente como Gabi.
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Entre mensagens de despedida, saudade e revolta, a irmã da adolescente, Larissa, transformou a dor em um apelo por justiça. Em vídeos e publicações compartilhadas na internet, ela acusa negligência médica durante os atendimentos prestados à jovem na UPA Central de Taubaté.
“Você merecia tanto viver”, escreveu.
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Em uma das publicações mais compartilhadas, Larissa descreveu o vazio deixado pela irmã e relembrou momentos simples da convivência entre as duas.
“Tá apertando demais a saudade, e simplesmente minha ficha não cai. Como dói não ter você aqui pra me humilhar, discutir por bobeiras e ver filmes bobos”, escreveu.
Em outra homenagem, a jovem afirmou que Gabi era seu “apoio emocional”, “melhor amiga” e “base”. “Nada nunca vai suprir o vazio que você deixou em meu peito”, desabafou.
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Além das homenagens, Larissa publicou um vídeo detalhando os atendimentos recebidos pela adolescente antes da morte.
Segundo o relato, Gabi procurou atendimento médico mais de uma vez após apresentar sintomas da doença. A família afirma que, mesmo com sinais de agravamento, a adolescente teria sido liberada para continuar tratamento em casa.
No vídeo, Larissa afirma que a irmã apresentava dores intensas, dificuldade para respirar e saturação baixa durante os atendimentos. “Minha irmã não era só mais um número”, declarou.
Segundo a jovem, o quadro clínico piorou rapidamente até que Gabriella precisou ser entubada e transferida para o HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté), onde morreu no dia 8 de abril.
Em nota enviada a OVALE, a Secretaria de Saúde de Taubaté informou que está em posse do prontuário da paciente e irá apurar os protocolos adotados pela equipe médica da UPA Central.
A prefeitura afirmou ainda que exames póstumos realizados pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram dengue, descartando outras hipóteses clínicas semelhantes.
O município também reforçou que as principais formas de prevenção contra a doença são o combate aos focos do mosquito e a vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.
Gabriella foi a segunda morte por dengue confirmada em Taubaté neste ano. Segundo a Prefeitura, a adolescente morava no bairro Residencial Estoril.
No mês passado, Taubaté decretou situação de epidemia após o aumento expressivo dos casos de dengue.
A primeira morte por dengue em Taubaté foi de um homem de 80 anos, morador do Jardim Gurilândia. Ele morreu em 5 de abril e o óbito foi confirmado oficialmente no dia 23 do mesmo mês.