07 de maio de 2026
FEMINICÍDIO

Após matar Thalita, Wesley tem prisão decretada em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Thalita e Wesley

A Justiça decretou a prisão temporária de Wesley Sousa Ribeiro, 31 anos, suspeito de matar a companheira Thalita de Arantes Lima, 41 anos, em São José dos Campos. A decisão foi tomada pela Vara do Júri e prevê 30 dias de prisão, prazo que pode ser renovado pelo mesmo período.

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Após confessar o crime à Polícia Civil, Wesley foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos, onde permanecerá preso enquanto as investigações avançam.

Segundo a Polícia Civil, a expectativa é concluir o inquérito nos próximos dias e pedir a conversão da prisão temporária em preventiva, para que o suspeito permaneça detido até ser levado a julgamento pelo feminicídio.

O caso causou forte comoção em São José dos Campos pela violência do crime. Thalita foi encontrada morta dentro de uma casa no bairro Majestic, na zona leste da cidade, com 13 perfurações causadas por faca.

Leia mais: Antes de morrer em SJC, Thalita revelou medo do ex: 'faca na mão'

Leia mais: Wesley escondeu faca no travesseiro para matar Thalita em SJC

Wesley confessou crime em interrogatório

Durante depoimento na Delegacia de Homicídios, Wesley admitiu ter atacado Thalita após uma discussão no imóvel onde os dois estavam.

“Foi uma briga no sábado. Ela disse que não queria mais, que era para ele sair de casa e ele perdeu a cabeça”, afirmou o delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pela investigação.

Segundo o interrogatório, Wesley relatou que pegou uma faca na cozinha e escondeu o objeto debaixo do travesseiro antes do ataque. Ele também afirmou que Thalita tentou se defender.

Suspeito tem antecedentes por roubo e tráfico

Além da investigação por feminicídio, Wesley já possui antecedentes criminais. De acordo com a Polícia Civil, ele tem passagens anteriores por roubo e tráfico de drogas.

Durante o depoimento, o suspeito também relatou uso de cocaína e consumo frequente de bebida alcoólica antes do crime.

Fuga após o assassinato

Após matar Thalita, Wesley afirmou que pegou o celular e o carro da vítima e fugiu de São José dos Campos. Segundo a investigação, ele passou por Ubatuba, Itanhaém e depois seguiu para o estado do Rio de Janeiro.

O carro da motorista foi localizado em Resende (RJ). Wesley acabou preso em Aparecida, no Vale do Paraíba, ao desembarcar de um ônibus vindo do Rio.

Em depoimento, ele disse ainda que jogou a faca usada no crime e o celular da vítima no rio Paraíba, em Resende.

Thalita relatou medo do ex antes da morte

Semanas antes de ser assassinada, Thalita já havia contado a uma amiga que tinha medo do ex-companheiro. Em uma mensagem, ela relatou que acordou durante a madrugada e encontrou Wesley segurando uma faca.

“Ele falou para mim assim: ‘Toma, chama a polícia. Fala que eu tentei te matar antes que eu faça uma merda’”, contou Thalita.

A motorista também possuía medida protetiva contra Wesley, segundo a investigação.

Corpo foi encontrado em decomposição

O corpo de Thalita foi localizado na noite de segunda-feira (4), enrolado em um cobertor dentro da residência no bairro Majestic.

Segundo a polícia, o imóvel precisou ser arrombado para a entrada das equipes. O corpo apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes da descoberta. A perícia confirmou 13 lesões provocadas por arma branca.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos.