06 de maio de 2026
13 FACADAS

Vídeo mostra prisão de suspeito de matar Thalita em SJC; ASSISTA

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Olho Vivo do Vale
Polícia prendeu Wesley Ribeiro (à dir.), suspeito de matar Thalita Lima

O ex-companheiro da motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, 41 anos, morta a facadas em São José dos Campos, foi preso pela Polícia Civil em Aparecida, após descer de um ônibus vindo de Resende (RJ).

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Thalita foi morta brutalmente dentro de uma casa na região leste de São José dos Campos, com 13 facadas, na noite de segunda-feira (5).

Wesley Souza Ribeiro foi preso na noite dessa terça-feira (5), acusado pelo assassinato. Antes de ser morta, a motorista tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

Ele foi preso após descer de um ônibus na cidade de Aparecida. De acordo com o delegado responsável pelo caso, ele havia saído do estado do Rio de Janeiro e foi monitorado pelos investigadores.

A prisão foi realizada com base em um mandado por descumprimento da medida protetiva. Paralelamente, a Polícia Civil já solicitou a prisão temporária do suspeito pelo crime de feminicídio. Após a prisão, o suspeito foi apresentado na DDM de São José dos Campos.

“Pedi a prisão temporária pelo feminicídio, porém a Justiça não manifestou ainda. Nós conseguimos a prisão preventiva pelo descumprimento de medida protetiva pela DDM”, afirmou o delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo caso.

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13 facadas e cena do crime

O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Thalita apresentava 13 perfurações por arma branca, reforçando a suspeita de feminicídio.

O corpo foi encontrado na noite da última segunda, em uma casa no bairro Majestic, na zona leste de São José. O imóvel estava fechado, e equipes precisaram arrombar a entrada.

Dentro da residência, a vítima foi localizada deitada de lado, enrolada em um cobertor, com vestígios de sangue ao redor. O corpo já apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes.

Outro elemento que chama atenção na investigação é o desaparecimento do carro da vítima, que não estava na garagem.

Comoção e despedida

Thalita era motorista do transporte público e conhecida entre passageiros e colegas pela dedicação e trato com os usuários. Antes, também atuou como cobradora.

A morte gerou forte comoção. Em nota, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba lamentou o caso e manifestou solidariedade à família.

O corpo foi sepultado na terça-feira (5). O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime. Wesley será ouvido na manhã desta quarta-feira (6).