Tragédia anunciada.
Morta brutalmente em São José dos Campos, com 13 facadas, a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, Wesley Souza Ribeiro, que foi preso na noite desta terça-feira (5), acusado pelo assassinato. O feminicídio comoveu o Vale do Paraíba.
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A informação sobre a medida protetiva foi confirmada a OVALE pela Polícia Civil. De acordo com a investigação, no entanto, Thalita havia voltado a se relacionar com Wesley. A vítima, de 41 anos, foi encontrada morta na noite da última segunda-feira (4).
Segundo a Polícia Civil, a medida ainda estava vigente no momento do crime. O BO de agressão foi registrado em 18 de maio de 2025, na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
"(...) Quando cheguei em casa ele [Wesley] pulou o portão e arrombou a porta da frente, me bateu e me trancou no fundo da casa, na churrasqueira, gritei por socorro, minha vizinha me socorreu e abriu a porta, ele fugiu, quebrou a maçaneta da porta do carro, liguei para a polícia", diz o relato de Thalita no BO.
Wesley foi preso na noite desta terça-feira (5), após ser localizado ao descer de um ônibus na cidade de Aparecida. De acordo com o delegado responsável pelo caso, ele havia saído do estado do Rio de Janeiro e foi monitorado pelos investigadores.
A prisão foi realizada com base em um mandado por descumprimento da medida protetiva. Paralelamente, a Polícia Civil já solicitou a prisão temporária do suspeito pelo crime de feminicídio.
"Pedi a prisão temporária pelo feminicidio, porém a Justiça nao manifestou ainda, nós conseguimos a prisão preventiva pelo descumprimento de medida protetiva pela DDM", afirmou o delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo caso.
No entanto, os investigadores conseguiram cumprir contra ele um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva, solicitado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Após a prisão, o suspeito foi apresentado na DDM de São José dos Campos.
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O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Thalita apresentava 13 perfurações por arma branca, reforçando a suspeita de feminicídio.
O corpo foi encontrado na noite de segunda-feira (4), em uma casa no bairro Majestic, na zona leste de São José. O imóvel estava fechado, e equipes precisaram arrombar a entrada.
Dentro da residência, a vítima foi localizada deitada de lado, enrolada em um cobertor, com vestígios de sangue ao redor. O corpo já apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes.
Outro elemento que chama atenção na investigação é o desaparecimento do carro da vítima, que não estava na garagem.
Thalita era motorista do transporte público e conhecida entre passageiros e colegas pela dedicação e trato com os usuários. Antes, também atuou como cobradora.
A morte gerou forte comoção. Em nota, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba lamentou o caso e manifestou solidariedade à família.
O corpo foi sepultado na terça-feira (5). O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime. Wesley será ouvido na manhã desta quarta-feira (6).