Em meio a atritos dentro da Prefeitura de Taubaté e também com vereadores da base aliada ao governo Sérgio Victor (Novo), o vice-prefeito Oliveira Neto (Novo) deixou o comando da Secretaria de Obras, que ocupava desde setembro do ano passado.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Em anúncio feito na manhã dessa quarta-feira (15), a Prefeitura informou que Neto passará a integrar a equipe de gabinete do prefeito e irá acumular o cargo de diretor de Infraestrutura de Esportes, com foco em "ações de revitalização relacionadas à melhoria dos espaços públicos voltados à prática esportiva".
O novo secretário de Obras será Marcos Vilela, que segundo a Prefeitura é "engenheiro civil especialista em planejamento, execução e gestão de obras públicas, privadas e industriais e com experiência infraestrutura urbana, urbanização e implantação de loteamentos". O novo secretário foi candidato a prefeito de Caçapava em 2020, pelo PSD, e é filho de Carlos Vilela, ex-prefeito de Caçapava.
Segundo apuração da reportagem, atritos nos bastidores da Prefeitura sacramentaram a saída de Neto da secretaria de Obras - antes de ser titular da pasta, ele havia sido secretário de Serviços Públicos, entre janeiro e setembro de 2025.
O principal foco de desentendimento seria na relação entre Neto e a secretária de Planejamento, Marcela Franco. Para convencer Marcela a continuar no governo, o prefeito teria decidido tirar o vice do comando da pasta de Obras.
Antes da saída, Neto chegou a tirar 15 dias de férias. No retorno, essa semana, foi comunicado sobre a mudança de cargo. Procurado pela reportagem nessa quarta-feira, o vice-prefeito informou que não iria se manifestar.
Além dos atritos na Prefeitura, Neto acumulou desentendimentos recentes com vereadores da base aliada ao prefeito. Como OVALE mostrou no fim de março, parlamentares governistas chegaram a votar contra uma moção de aplausos ao vice-prefeito.
Nesse caso, o atrito ocorreu após Neto se manifestar a favor do projeto que criaria o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O texto havia sido arquivado pela Câmara no início de março, após críticas de vereadores conservadores. O engavetamento da proposta foi sacramentado pelo parecer contrário da Comissão de Justiça e Redação, assinado por Alberto Barreto (PRD) e Dentinho (PP), ambos aliados de Sérgio.
Após o episódio, vereadores governistas passaram a fazer críticas públicas ao vice-prefeito e a cobrar que Sérgio adotasse alguma medida contra ele.