O engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha, de São José dos Campos, é considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, que culminou nos ataques à Praça dos Três Poderes, em Brasília, de janeiro de 2023.
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O ministro Alexandre de Moraes solicitou a extradição do investigado, que atualmente está no Reino Unido. Formado pelo ITA (nstituto Tecnológico de Aeronáutica), Moretzsohn é ex-presidente do IVL (Instituto Voto Legal), entidade contratada pelo PL, em 2022, para uma auditoria paralela das eleições presidenciais.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Moretzsohn deixou o Brasil em 26 de setembro do ano passado, cerca de um mês antes de sua condenação pela Primeira Turma do STF. Ele foi sentenciado a 7 anos e 6 meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto. A defesa nega as acusações.
O governo brasileiro já iniciou tratativas diplomáticas para viabilizar a extradição, processo que começou em março.
A condenação de Moretzsohn integra o julgamento do chamado “núcleo 4” da trama golpista, que, segundo o STF, atuou na disseminação de desinformação para desacreditar o sistema eleitoral e incentivar ações contra o resultado das eleições de 2022.
Por 4 votos a 1, os ministros da Primeira Turma -- Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux -- condenaram sete réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, entre outros.
De acordo com a investigação, o grupo teve papel relevante na criação e disseminação de conteúdos falsos sobre as urnas eletrônicas, com o objetivo de influenciar a opinião pública e legitimar uma ruptura institucional.
Nesta sexta-feira (10), por decisão de Moraes, réus ligados ao mesmo núcleo tiveram mandados de prisão cumpridos. Militares foram detidos pelo Exército Brasileiro, enquanto outros investigados já estavam presos preventivamente.
Além de Moretzsohn, outro nome considerado foragido é o coronel da reserva Reginaldo Abreu de Azevedo, que reside nos Estados Unidos desde 2023.
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