16 de março de 2026
RÉU POR HOMICÍDIO

Tutor dos pitbulls que mataram Marlene vira réu na Justiça em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Marlene Ferreira Leite tinha de 69 anos

O tutor dos cães da raça pitbull que atacaram e mataram Marlene Ferreira Leite, de 69 anos, em São José dos Campos, tornou-se réu na Justiça pelo crime de homicídio qualificado. A denúncia foi recebida na última sexta-feira (13), pelo juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto, da Vara do Júri e Execuções Criminais de São José.

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Everaldo Ribeiro dos Santos, que já está preso preventivamente pelo caso, vai responder criminalmente pelo ataque e morte de Marlene. Ela morreu após ter sido atacada por dois pitbulls na região leste de São José, no dia 23 de fevereiro deste ano.

Marlene foi socorrida com ferimentos graves – amputação de perna e braços – e morreu dias depois no Hospital Municipal de São José, na Vila Industrial.

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Pronúncia do juiz

“(...) há indícios de autoria contra o denunciado, consubstanciados nos depoimentos das testemunhas, dos quais se extrai que ele teria mantido sob guarda, em sua residência, quinze cães – dentre os quais os dois da raça 'pitbull' que atacaram a vítima, ao que consta em ambiente insalubre, em condições precárias, além de galináceos em gaiolas, expedientes que seriam utilizados para estimulara agressividade dos animais”, escreveu Sampaio Neto na pronúncia.

“Consta, igualmente, que as laterais do imóvel eram abertas, permitindo acesso frequente dos cães à via pública, circunstâncias que já haviam ensejado situações anteriores de risco a terceiros. Consta, outrossim, que vizinhos já o teriam alertado a esse respeito, sem que ele adotasse providências de contenção.”

Everaldo tornou-se réu por homicídio qualificado, por meio “insidioso ou cruel” e “por emboscada”, com circunstâncias agravantes: crime contra maior de 60 anos e maus-tratos aos animais.

Sampaio Neto também manteve a decisão que converteu o flagrante em prisão preventiva do agora réu.

“A violência do ataque foi tamanha que foi necessário amputar três membros da vítima, causando-lhe sofrimento atroz e, pese os esforços da equipe médica, deu-se sua morte. Tais circunstâncias são indicativas de periculosidade, descaso para com a vida dos animais e a vida humana, impondo-se a segregação cautelar para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”, completou o magistrado.

A defensora de Everaldo não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.