“Ele foi para o lugar errado, na hora errada.”
A frase é da esposa de Daniel Moura de Sousa, de 26 anos, encontrado morto em uma área de mata no bairro Jardim Santa Inês 1, na zona leste de São José dos Campos, na noite desta segunda-feira (2). O caso é investigado como homicídio qualificado pela Polícia Civil.
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De acordo com o boletim registrado no CPJ (Centro de Polícia Judiciária), Daniel, o primo Michael Silva de Lima e um terceiro homem identificado apenas como Eduardo, conhecido como “Dudu”, saíram de um churrasco na noite de domingo (1º), na região norte da cidade.
Segundo relato do sobrevivente à polícia, o trio seguiu de carro até o Santa Inês e estacionou para urinar. Nesse momento, cerca de cinco a oito homens teriam abordado o grupo.
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Após discussão, os três foram levados para uma área de mata. Michael relatou que foi atingido com uma garrafada de whisky na cabeça, além de sofrer socos, chutes e agressões com pedaços de madeira.
Ele conseguiu fugir, pulando muros e atravessando a Via Dutra, sendo localizado pela Força Tática e encaminhado ao Hospital Municipal de São José, na Vila Industrial.
Daniel não resistiu às agressões. O corpo foi encontrado por familiares, atrás de um muro, a cerca de 20 metros da via pública, na rua Doutor Domingos de Macedo Custódio.
A Polícia Militar informou que o corpo apresentava vestígios de sangue e havia garrafas quebradas nas proximidades. A área foi isolada para perícia do Instituto de Criminalística.
A região é apontada pela polícia como próxima a um ponto conhecido de tráfico de drogas. No entanto, familiares negam qualquer envolvimento de Daniel com atividades ilícitas.
Autônomo, Daniel morava na zona norte de São José e vivia em união estável há cerca de seis anos. Na noite do crime, participava do aniversário da companheira.
Segundo a esposa, ele chegou a atender uma ligação durante as buscas e disse apenas que estava “no Santa Inês”, antes de a chamada ser interrompida. Depois disso, não houve mais contato.
Familiares afirmaram à polícia que Daniel não tinha dívidas, conflitos ou envolvimento com drogas.
O boletim aponta que o crime pode ter sido cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
A Delegacia de Homicídios acompanha o caso e aguarda laudos periciais, imagens de câmeras e novas oitivas para avançar nas investigações. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado oficialmente. OVALE acompanha o caso.