A família de Carlos Alberto Chagas Júnior, 21 anos, aguarda os últimos exames no Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial, para confirmar a morte cerebral do jovem, que foi baleado na cabeça por um policial militar. A família pretende doar os órgãos de Carlos Alberto.
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Ele estava em uma moto com registro de furto e sem capacete quando desobedeceu a ordem de parada. Na sequência, ele foi atingido por um tiro na cabeça. O caso aconteceu na noite de domingo (25), na região sul da cidade, e segue em investigação.
Carlos Alberto foi socorrido e internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal, onde estava em coma. Na terça-feira (27), segundo familiares, a equipe médica confirmou a morte cerebral.
Segundo a tia de Carlos Alberto, a equipe médica informou aos familiares que ele não respondia mais a estímulos. Agora serão feitos os últimos exames para que a equipe possa acionar o protocolo de morte cerebral e confirmar o horário da morte.
“O médico, na parte clínica, declarou a morte encefálica. A gente tem a intenção de doar os órgãos dele, todos que puderem ser doados. O médico tem que fazer esse exame para descartar totalmente a possibilidade de ter atividade cerebral E mesmo assim eles não desligam os aparelhos, vai deixando até ele parar de vez”, contou a tia de Carlos Alberto.
Carlos Alberto deixa um filho pequeno e a mulher, que está novamente grávida. Ele iria começar um trabalho como ajudante de pedreiro na última segunda-feira (26). “Ele trabalha de motoboy, tem filho de 2 anos e esposa está grávida. Ia começar trabalho de ajudante hoje”, afirmou a tia.
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Segundo o boletim de ocorrência, Carlos Alberto estava em uma moto com registro de furto e pilotava sem capacete. O documento aponta que, em consultas aos históricos de ocorrências criminais, nos sistemas policiais, não há anotações contra o rapaz.
A perseguição passou por bairros como Parque Interlagos e Campo dos Alemães, e terminou com disparos e colisão com veículo estacionado.
No documento, a Polícia Civil registra a ocorrência como flagrante para apuração dos crimes relacionados e reconhece a existência de legítima defesa na intervenção do agente estatal. O texto ressalta que eventual excesso poderá ser verificado pela autoridade responsável pela investigação, especialmente com a análise de imagens de câmeras corporais.
Segundo o boletim de ocorrência, Carlos Alberto estava em uma moto com registro de furto e pilotava sem capacete. O documento aponta que, em consultas aos históricos de ocorrências criminais, nos sistemas policiais, não há anotações contra o rapaz.
A perseguição passou por bairros como Parque Interlagos e Campo dos Alemães, e terminou com disparos e colisão com veículo estacionado.
No documento, a Polícia Civil registra a ocorrência como flagrante para apuração dos crimes relacionados e reconhece a existência de legítima defesa na intervenção do agente estatal.
O boletim também aponta que uma equipe de apoio localizou uma arma de fogo caída no chão, próxima ao local onde Carlos Alberto tombou, sendo o material apresentado e devidamente lacrado. Trata-se de um revólver calibre 38, com dois cartuchos íntegros, que no BO foi relacionado ao suspeito. A ocorrência também registra a apreensão de armamento relacionado ao policial que efetuou os disparos.
A família contesta a versão de que Carlos Alberto estaria armado. “A moto que ele estava seria de um amigo que ele pegou para dar uma volta. Ele deu fuga, sabemos que fez errado, mas estão falando que ele estava armado. Ele não atirou”, disse a tia.
“Fez errado, mas arma não estava com ele. A população estava revoltada e ele ficou aguardando resgate por um grande tempo”, completou.
A ocorrência começou quando equipes da Polícia Militar passaram a acompanhar uma motocicleta considerada suspeita, em São José. Durante o deslocamento, o acompanhamento foi sendo atualizado via rádio e seguiu por vias da cidade até a região do Campo dos Alemães.
Na etapa final do trajeto, houve disparos e o condutor caiu ao solo após ser atingido e colidir com um carro estacionado. No local da ocorrência, populares protestaram contra o policial e a PM.
O registro policial aponta que, após conferência de munições e checagem de registros, foram contabilizados oito disparos, com um acerto.
Após a queda, a polícia relata que foi possível confirmar, por sinais identificadores do veículo, que a moto era produto de furto. O caso foi registrado com natureza de receptação de veículo, além de outros enquadramentos descritos no boletim de ocorrência.