10 de julho de 2026
TAUBATÉ

UBS Mais Cecap deve ficar pronta em abril, com 3 anos de atraso

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Conclusão da obra custará R$ 558 mil

Retomada
Após quatro meses, foi retomada a obra da UBS Mais do Cecap, em Taubaté. A conclusão do serviço custará R$ 558 mil e tem prazo de conclusão de três meses. Nesse período, serão executados serviços como instalações elétricas, rede de combate a incêndio, instalação de gases medicinais, esquadrias, louças e metais.

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Atraso.
Iniciada no fim de outubro de 2020, ainda na gestão do ex-prefeito Ortiz Junior (sem partido), a obra tinha prazo de execução de 18 meses – ou seja, deveria ter sido concluída até abril de 2022. No fim de 2022, já no governo do então prefeito José Saud (PP), a Prefeitura ameaçou rescindir unilateralmente o contrato com a Elefe, que venceu a primeira licitação, mas recuou após a empresa apresentar justificativas para o atraso.

Rescisão
Entre março de 2022 e julho de 2024, o primeiro contrato foi prorrogado cinco vezes. O último prazo terminou no fim de setembro de 2024. A Elefe pediu nova prorrogação, mas a Prefeitura recusou. Inicialmente, o contrato custaria R$ 2,59 milhões, mas esse valor já havia passado para R$ 3,124 milhões - desse total, R$ 2,079 milhões sairiam dos cofres do município e R$ 1,045 milhão do governo federal. A Elefe chegou a receber R$ 2,651 milhões, segundo a Prefeitura.

Nova licitação
Até a rescisão, o percentual de execução da obra estava em 87%. Ainda no ano passado, a Prefeitura fez uma segunda licitação, que foi vencida em dezembro pela construtora Ferreira e Patriota, que tem sede em São Paulo. É essa empresa que ficará responsável por concluir os trabalhos.

Atrito.
Em outubro passado, após o contrato original ser encerrado sem a conclusão da obra, a Prefeitura e a Elefe, que tem sede em São José dos Campos, trocaram acusações. A Prefeitura alegou que decidiu não prorrogar mais uma vez o contrato porque após a última dilação do prazo, feita em julho e válida por 60 dias, houve "inexecução dos serviços por parte da empresa". Já a Elefe alegou que os atrasos na execução da obra foram motivados por fatores como "necessidade de recomposição dos preços inicialmente contratados", fatores "climáticos, falta de insumos, falta de mão de obra, furtos de materiais" e "atraso nos pagamentos" por parte da Prefeitura.