A Polícia Civil trabalha em duas linhas de investigação para esclarecer a morte de Maria de Fátima Luís de Castilho, de 59 anos, cujo corpo foi encontrado queimado e com sinais de violência num matagal no bairro do Putim, na zona sudeste de São José dos Campos, em 28 de abril. Ninguém foi preso pelo crime.
Maria de Fátima saiu normalmente para trabalhar naquela manhã, como mostram imagens de vídeo do circuito interno do prédio em que ela morava. Ela nunca mais voltou para casa. Momentos depois, o corpo dela foi encontrado pelo próprio filho de 21 anos.
De acordo com o delegado Neimar Camargo Mendes, da Delegacia de Homicídios da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José dos Campos, a polícia investiga se Maria de Fátima foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte), em razão de o celular dela ainda não ter sido encontrado.
Outra linha de investigação apura se ela foi vítima de um crime passional, em razão de Maria de Fátima ter recebido mensagens ameaçadoras de uma mulher que se relaciona atualmente com um ex-namorado dela. As ameaças foram confirmadas a OVALE pelo filho e a sobrinha da vítima.
“Essa mulher mandava ameaças para a minha tia do telefone do próprio rapaz do qual ela se relacionara. Não sabemos se ela tem alguma ligação com esse caso, mas que acontecia dela mandar mensagens ofensivas a minha tia, isso acontecia. Eu sempre a aconselhei a não falar mais com esse cara”, disse Karen Machado, sobrinha de Maria de Fátima que mora no interior de Minas Gerais.
Segundo Mendes, todos os envolvidos no suposto caso passional foram ouvidos e negaram participação no crime. Mas a investigação continua.
O delegado aguarda o laudo conclusivo do exame do corpo de Maria de Fátima, feito pelo IML (Instituto Médico Legal), que pode acrescentar informações importantes à investigação.
“Não descartamos nenhuma dessas duas linhas de investigação e seguimos trabalhando para desvendar esse caso”, disse Mendes.
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