A Polícia Civil de São Paulo registrou um déficit de 16 mil profissionais em outubro de 2022. Esse é o recorde do ‘defasômetro’ registrado pelo Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) desde 2017. O número tem crescido exponencialmente há 5 anos.
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Segundo o ‘defasômetro’, há um déficit de 16.051 profissionais em toda a estrutura da Polícia Civil. A falta de profissionais é mais evidente nos cargos de investigadores – faltam 3.963 em todo o estado.
O problema atinge não só o Vale do Paraíba, região mais violenta de São Paulo, mas a totalidade do estado. A delegada Raquel Gallinati, presidente do sindicato, aponta como resultados o aumento da criminalidade, impunidade e ausência de liberdade da população.
“Existe uma falta de estrutura geral. Delegacias abertas sem policiais, não se dá o direito ao descanso, plantões sem fim. Isso tudo resulta em uma limitação de atribuição”, disse.
A segurança é um dos principais desafios do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Uma de suas propostas durante a campanha era dissolver a SSP (Secretaria de Segurança Pública), mas voltou atrás, dizendo que pretende fazer com que o comando da Polícia Militar e da SSP ajam de modo integrado.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) foi acionada para comentar o número. "O Governo do Estado investe continuamente na valorização, ampliação e recomposição do efetivo policial. Em 8 de agosto, foi publicado no Diário Oficial a autorização para contratação de 3,5 mil policiais civis e técnico-científicos – sendo 1.333 escrivães, 1.250 investigadores, 552 delegados, 249 peritos criminais e 116 médicos-legistas. Paralelamente a isso, desde o início da atual gestão, 14,4 mil policiais foram contratados, sendo 2.574 policiais civis, e estão atuando em todo o Estado. Outros 1,5 mil estão nas academias das polícias, passando por curso de formação. Além disso, estão em andamento concursos para contratação de 2.750 novos policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães", diz a nota enviada.