11 de julho de 2026

Após perder filha de 13 anos, mãe pede a Nossa Senhora: ‘Dai-nos a bênção, Mãe querida’

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Jéssica Higino e a filha Ana Lívia

Jéssica Higino viveu ao lado da filha, a estudante Ana Lívia, por 13 anos. Em 27 de setembro deste ano, a tragédia: a estudante foi morta com um tiro na nuca por uma colega de 12 anos, em Taubaté.

A mãe tem depurado a dor por meio de lembranças e sabe que tem que manter a força para seguir em frente, ao lado de um filho pequeno. “Tem a dor de saber que nunca mais vou abraçar a minha filha”, disse ela a OVALE.

Na última quarta-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida e das crianças, Jéssica voltou às redes sociais para lembrar a filha, segundo ela a “linda princesa Ana Lívia que brilha no céu”.

Em postagem com um desenho alusivo à Padroeira do Brasil, ela pediu: “Que Nossa Senhora Aparecida abençoe-nos e cubra-nos com seu manto de amor”. E escreveu: “Dai-nos a bênção, Mãe querida”.

Antes, a mãe da estudante assassinada pela colega postou um texto afirmando que “os dias são difíceis” e agradecendo a Deus por confortar quando “o que eu mais quis foi desistir”.

“Deus, são dias difíceis. Nunca achei que seria necessário passar por momentos assim, e pensei não ter forças para seguir adiante. Mas Tu me destes força, uma força que eu não consigo expressar a grandeza”, apontou Jéssica.

“Obrigada, Pai, pela paciência, carinho e cuidado que tens tudo comigo. Obrigada por mandar pessoas certas com a palavra certa de conforto ao meu coração quando o que eu mais quis foi desistir. Sei que estás planejando coisas grandes para mim e que isso tudo está me moldando para o que me espera lá na frente. Obrigada, Deus, porque na luta é onde eu mais glorifico o Teu nome”, completou.

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TRAGÉDIA

O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista, em Taubaté, antes de Ana Lívia e a colega de 12 anos irem para a escola. Elas eram melhores amigas. A colega usou a arma de um tio para dar um tiro na nuca de Ana Lívia, que morreu na hora.

A atiradora de 12 anos confessou o crime e está apreendida em uma unidade da Fundação Casa da capital, aguardando a decisão judicial sobre seu futuro.

Ela pode ficar internada na unidade de seis meses a três anos e voltar para a família aos 15 anos. Ana Lívia nunca mais vai voltar para casa.

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