A Polícia Civil de Campos do Jordão prendeu em flagrante, na quinta-feira (5), um homem e uma mulher suspeitos de tráfico de drogas. A ação ocorreu em uma casa na rua Carlos Ekeman, no bairro Nova Suíça.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o imóvel era usado para armazenar e distribuir entorpecentes, inclusive para pontos de venda no bairro conhecido como Picapau.
Foram presos um homem de 47 anos, conhecido como “Cavalo”, e uma mulher de 31 anos. Os dois estão desempregados. Jefferson já era investigado pela prática do tráfico, segundo a polícia.
Denúncia e campana
Segundo o boletim, policiais civis receberam informações de que o investigado usava a residência para vender e guardar drogas. Eles também foram informados de que o local abastecia pontos de venda do Picapau, entre eles a chamada “Loja 2”.
A equipe foi até o endereço e fez uma breve campana. Os policiais observaram intensa movimentação de pessoas, motocicletas e bicicletas, com entrada e saída rápida de diversos indivíduos.
Ao se aproximarem, ouviram conversas sobre negociação de drogas e sentiram forte odor de entorpecentes vindo de dentro da casa. Diante da situação de flagrante, entraram no imóvel e encontraram os dois suspeitos.
Drogas, dinheiro e cadernos
Sob a cama usada pelo investigado, os policiais acharam uma bolsa com maconha, cocaína e crack. Os entorpecentes estavam divididos em 72 porções: 20 supositórios de cocaína, 13 papelotes de cocaína, 11 papelotes de maconha e 28 pedras de crack.
Também foram apreendidos R$ 303 em notas fracionadas, que estavam na carteira do suspeito. A polícia levou ainda dois celulares atribuídos a ele, duas cadernetas e papéis com anotações.
Segundo o boletim, os registros trazem nomes, quantidades e movimentação de drogas, o que indicaria a contabilidade do tráfico. Um cartucho de calibre 28 também foi apreendido.
Confissão e silêncio
Segundo o boletim, a mulher admitiu que vendia as drogas encontradas e disse que recebia o material diretamente do investigado. Ela afirmou que repassava a ele parte do lucro e que os dois vendiam juntos no imóvel. De acordo com o relato registrado, ela disse que os cadernos eram do homem, proprietário da casa.
O investigado usou o direito constitucional de permanecer em silêncio, tanto na abordagem quanto no interrogatório perante a autoridade policial.
O caso foi registrado como tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Um cartucho de calibre 28 foi apreendido.
No documento, a autoridade policial representou pela decretação da prisão preventiva dos dois, para garantir a ordem pública e evitar a continuidade da atividade criminosa.
O delegado argumentou que a quantidade e a variedade das drogas, as anotações e o uso da casa como ponto de distribuição indicariam atividade estruturada e contínua. Os autos foram enviados à Justiça, com vista ao Ministério Público, que vai analisar o caso. A decisão sobre a prisão preventiva cabe ao juiz.
A reportagem não localizou a defesa dos suspeitos. O espaço segue aberto para manifestação.