Um homem de 47 anos morreu nessa semana depois de ser espancado na madrugada de 31 de outubro, em São José dos Campos. Rodrigo de Oliveira Santiago foi encontrado pela Polícia Militar inconsciente e com graves lesões no banco traseiro do próprio carro, uma Hyundai Tucson preta, no bairro Santa Júlia, na região sudeste da cidade.
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A informação consta em boletim de ocorrência registrado no 6º Distrito Policial. O caso é tratado como homicídio por motivo fútil, com autoria desconhecida.
Segundo o documento, a primeira edição do BO foi feita em 3 de novembro, quando Rodrigo seguia internado em estado grave. A segunda versão foi feita na quinta-feira (5), para registrar que a vítima morreu.
O corpo de Rodrigo foi velado e sepultado no Cemitério Parque das Flores, em São José dos Campos, nessa quinta, às 16h30.
Churrasco e agressões
De acordo com o registro, por volta das 22h de 30 de outubro, Rodrigo participava de um churrasco com a família na casa da mãe, no bairro Santa Júlia. Em determinado momento, ele saiu dirigindo a Tucson. Os parentes imaginaram que ele tinha ido ao banheiro, mas ele não voltou.
Na manhã do dia 31, o irmão da vítima foi informado de que a PM havia localizado Rodrigo no banco de trás do veículo. Ele estava inconsciente e com sinais evidentes de agressão.
O Samu prestou o atendimento inicial e o levou ao hospital da Vila Industrial, onde ficou internado na UTI. Segundo o BO, os médicos constataram sangramento no cérebro e graves lesões no rosto, e ele não conseguia se comunicar.
O que diz o amigo
O boletim reproduz o relato de um amigo da vítima. Segundo ele, por volta das 1h do dia 31, ao ligar para convidar Rodrigo para um pagode, ouviu gritos ao fundo e soube que ele estava envolvido em uma briga perto de uma adega na rua Rodolfo Castelli.
O amigo foi até o local, encontrou Rodrigo dentro do carro, assumiu a direção e o levou de volta à casa da mãe dele.
Ainda conforme esse relato, quando os dois seguiam para a casa do amigo, e enquanto ele entrava no prédio onde mora, um Corsa preto, aparentemente antigo e ocupado por dois homens e uma mulher, teria se aproximado em alta velocidade, pela contramão.
Os ocupantes teriam retirado Rodrigo do veículo e o agredido até deixá-lo desmaiado no chão. O BO diz que há imagens desse momento, já encaminhadas à Polícia Civil.
Segunda agressão
O amigo teria recolocado Rodrigo no carro e seguido até um posto de combustíveis, também na rua Rodolfo Castelli. Lá, segundo o relato, o grupo voltou a abordar a vítima: cerca de cinco homens teriam se aproximado a pé, retirado Rodrigo do veículo e retomado as agressões.
Enquanto o amigo corria para pedir ajuda, os agressores teriam colocado a vítima no banco traseiro da Tucson e fugido.
Câmeras
Conforme informações que a família obteve com um conhecido, câmeras registraram a passagem da Tucson. Às 3h05, o veículo aparece sendo conduzido por uma pessoa de baixa estatura. O BO observa que o banco do motorista estava muito ajustado para a frente, o que seria compatível com essa descrição.
Da vítima foram levados a chave do carro, o celular, um anel de ouro, um relógio e outros pertences.
Depois do abandono do veículo, pessoas supostamente ligadas aos autores teriam voltado ao local em um HB20 preto, aparentemente armadas, para pedir as gravações das câmeras de segurança de um estabelecimento.
Um HB20 preto também teria sido visto perto da casa da mãe da vítima e da rua onde mora um dos familiares. O documento ressalta que não é possível afirmar que seja o mesmo carro. O caso segue em investigação.