Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em um condomínio residencial de Taubaté, na noite de quarta-feira (4). Com ela, policiais militares apreenderam um revólver Taurus calibre .357 Magnum, classificado como armamento de uso restrito.
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A ocorrência foi registrada por volta das 20h20, em condomínio localizado na rua Joaquim Carlos da Silva, no Jardim Gurilândia. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Civil, os policiais foram até o endereço após receberem uma denúncia de que uma mulher estaria portando uma arma de fogo no residencial.
Ao chegarem ao condomínio, os policiais aguardaram a autorização de um morador para entrar na área de estacionamento. Durante a averiguação, uma pessoa que estava na janela de um dos apartamentos chamou a equipe policial. Na sequência, a mulher desceu até o estacionamento com a arma na cintura e se apresentou aos agentes.
Segundo o registro policial, o morador que acionou a equipe estava acolhendo a mulher em seu apartamento. Ele teria ficado assustado ao perceber que ela demonstrava receio da chegada dos policiais e pediu que a mulher deixasse o imóvel. Ela foi abordada no estacionamento e teve o revólver retirado da cintura.
Arma comprada por R$ 2 mil
Questionada pelos policiais sobre a procedência do armamento, a investigada afirmou que comprou o revólver por R$ 2.000, há aproximadamente dois anos. Ainda conforme o boletim, ela declarou que passou a andar armada depois de ter sido vítima de estupro, com a intenção de se defender.
Na delegacia, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, com base no Estatuto do Desarmamento.
O boletim informa que a investigada não possui antecedentes policiais. Também não apresentava lesões aparentes e não houve necessidade de utilização de algemas durante a abordagem e a condução à delegacia.
A autoridade policial considerou que, naquele momento, não havia elementos concretos para solicitar a conversão da prisão em flagrante em preventiva. No entanto, a mulher não recebeu fiança na delegacia porque a pena máxima prevista para o delito ultrapassa quatro anos.
Ela foi encaminhada para audiência de custódia, conforme determinação registrada pela Polícia Civil.