A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (5) a Operação Watchdog, em Pindamonhangaba, para desarticular uma rede de informantes que monitorava ações das forças de segurança e repassava informações privilegiadas a lideranças do tráfico de drogas. Nove pessoas foram presas, uma delas em flagrante.
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A ação foi coordenada pela Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté, com apoio de policiais da Seccional de Taubaté, Força Tática, Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e Guarda Civil Metropolitana de Pindamonhangaba. Participaram da operação 47 policiais.
As investigações identificaram um grupo de WhatsApp utilizado para compartilhar, em tempo real, informações sobre operações policiais nos bairros Araretama e Residencial Bem Viver. Segundo a Polícia Civil, os alertas permitiam que traficantes e criminosos procurados pela Justiça deixassem os locais antes da chegada das equipes.
Os participantes do grupo atuavam como informantes de uma organização criminosa, fornecendo dados que favoreciam a continuidade do comércio ilegal de drogas e dificultavam o trabalho das forças de segurança.
Mandados e apreensões
A Justiça expediu 13 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, nove pessoas foram presas, incluindo um suspeito em flagrante.
As equipes apreenderam 12 aparelhos celulares, um tijolo de maconha, 15 porções da droga, balanças de precisão e eppendorfs vazios, utilizados para acondicionar entorpecentes.
O nome Watchdog, que significa cão de guarda em inglês, faz referência à atuação dos investigados, que monitoravam a movimentação das forças de segurança para alertar integrantes do tráfico sobre possíveis operações.
Com a identificação e desarticulação do esquema, a Polícia Civil informou que pretende avançar nas investigações para localizar outros envolvidos. De acordo com a Deic de Taubaté, novas fases da operação serão realizadas para identificar e responsabilizar pessoas que auxiliem organizações criminosas.
A corporação também pretende combater a prática de repassar informações sigilosas sobre ações policiais, que pode favorecer a fuga de criminosos e comprometer operações de segurança pública.