Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (5), em Caraguatatuba, suspeito de furtar dois pacotes de fraldas de uma drogaria da cidade.
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Ao ser interrogado na polícia, ele admitiu os dois furtos e disse que agiu porque era coagido por pessoas ligadas ao tráfico de drogas, a quem devia dinheiro por entorpecentes que teria perdido. Segundo o boletim de ocorrência, ele se mostrou arrependido.
De acordo com o boletim da Polícia Civil, o primeiro furto aconteceu por volta das 2h30. Um funcionário contou que o homem entrou na loja, se agachou, pegou um pacote de fraldas e saiu correndo sem pagar. O funcionário tentou segui-lo, mas não conseguiu alcançá-lo.
Cerca de uma hora depois, entre 3h30 e 3h40, o mesmo homem voltou à farmácia e levou outro pacote. Dessa vez, uma funcionária percebeu a ação, e o colega saiu atrás dele pelas ruas do bairro.
Policial ajudou nas buscas
Durante a fuga, o suspeito passou por rua na qual um policial civil, que fazia uma caminhada matinal, o viu correndo com um pacote de fraldas. Logo depois, apareceu o funcionário da drogaria, de uniforme, e os dois passaram a procurar o homem.
Eles o encontraram deitado perto de um muro, em um local pouco iluminado, sem camisa e com um pacote de fraldas perto dos pés. O funcionário o reconheceu e, com ajuda de pessoas que passavam de carro, o suspeito foi levado de volta à drogaria. A Polícia Militar foi acionada e o conduziu à delegacia. Segundo o boletim, não foi preciso usar algemas, não houve lesões e ele não resistiu.
Na delegacia, depois de ser informado do direito de ficar em silêncio, o homem optou por dar sua versão. Disse que estava envolvido em uma situação ligada a drogas, que perdeu entorpecentes que pertenciam a terceiros e que essas pessoas passaram a cobrar a dívida, pressionando-o a entregar valores ou bens. Afirmou que furtou as fraldas para satisfazer a cobrança e que entregou o primeiro pacote à pessoa a quem devia.
Delegado não viu coação comprovada
O delegado que analisou o caso avaliou que a alegação de coação não trouxe, por ora, elementos concretos de ameaça direta nem de impossibilidade de resistir, e por isso não impediu a prisão. Segundo o boletim, uma investigação posterior poderá esclarecer quem são as pessoas citadas e como foram as cobranças.
O delegado manteve a prisão em flagrante por furto. Os pacotes foram estimados pela loja em cerca de R$ 150 cada, num prejuízo de R$ 300. Apenas um foi recuperado, e o outro, segundo o suspeito, já estava com a pessoa a quem ele devia.
Como a pena máxima pelo crime é superior a quatro anos, a autoridade policial não fixou fiança. A reportagem não localizou a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.