Uma jovem de 18 anos teve a garganta cortada a golpes de faca pelo próprio namorado após comemorar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. O ataque aconteceu na madrugada de segunda-feira (26), na casa do suspeito, em Umarizal, no Rio Grande do Norte. Clara Thaís Silva Maia sofreu ferimentos graves no pescoço e na traqueia e precisou passar por cirurgia.
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O namorado da vítima, Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, foi preso em flagrante como principal suspeito da agressão. A Polícia Civil investiga se o crime teve motivação política.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, a jovem estava na residência do namorado quando comemorou o resultado da eleição. Eduardo, que apoiava Flávio Bolsonaro (PL), teria se revoltado com a vitória de Lula e atacado a companheira durante uma discussão.
De acordo com Helena Belmont, advogada de Clara, o suspeito estava transtornado com o resultado eleitoral. Ele teria atingido a jovem com pelo menos quatro golpes de faca. O próprio investigado teria acionado a polícia por volta das 2h.
Estado de saúde
Clara foi socorrida e encaminhada ao hospital, onde passou por uma cirurgia para tratar os ferimentos e tentar recuperar a traqueia. Inicialmente, a jovem ficou internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em Mossoró.
Após apresentar melhora, ela foi extubada no dia 28 de outubro. Na sexta-feira (31), deixou a UTI e foi transferida para a enfermaria.
Apesar da evolução, a recuperação ainda exige cuidados. Segundo a mãe, Monária Maia, Clara não consegue falar e apenas emite alguns sons. A jovem também deverá passar por outros procedimentos médicos e precisa manter repouso vocal por orientação da equipe médica.
Em declaração sobre o caso, a mãe afirmou que espera que o responsável seja punido e que a filha consiga se recuperar.
"Espero que ele pague tudo o que ele fez, que a Justiça seja feita para minha filha. Agora eu quero ela se recupere", declarou Monária.
Suspeito continua preso
Após a prisão em flagrante, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da medida em prisão preventiva. Eduardo permanece preso e, segundo as informações divulgadas, ficou em silêncio durante os procedimentos policiais.
A defesa do investigado não foi localizada pela reportagem.
Clara e Eduardo namoravam havia aproximadamente seis meses. Com a aproximação a eleição, ele passou a frequentar atos de apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto a jovem e sua família apoiavam Lula.
Apesar da diferença de posicionamento político, Monária afirmou que nunca havia presenciado um comportamento agressivo do namorado ao tratar de política.
A mãe também pretende buscar medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha. Ela acredita que o Ministério Público deverá denunciar o suspeito por tentativa de feminicídio.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do ataque e a possível motivação política do crime.
* Com informações do Metrópoles e do site Bacci Notícias