CRIMES

Polícia prende suspeitos após 20 corpos achados em sacos de lixo

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Polícia prende suspeitos após 20 corpos achados em sacos de lixo
Polícia prende suspeitos após 20 corpos achados em sacos de lixo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos de participação em homicídios relacionados a uma série de casos em que corpos foram encontrados dentro de sacos de lixo. Ao todo, 20 vítimas foram localizadas entre setembro e outubro, na capital e em cidades da região metropolitana.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, outros sete envolvidos foram identificados. Entre os dez suspeitos, cinco são adultos com mandados de prisão autorizados pela Justiça e dois são adolescentes, para os quais foram solicitadas medidas de busca e apreensão. As informações divulgadas não detalham a situação dos demais investigados.

As ocorrências são apuradas pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), na capital, e por unidades policiais da região metropolitana. O objetivo é identificar os responsáveis, esclarecer a participação de cada suspeito e reunir provas para responsabilizá-los.

Vinte corpos foram encontrados em dois meses

Entre 5 de setembro e 26 de outubro, foram localizados 20 corpos em ocorrências investigadas como homicídios. Desse total, 15 estavam na capital e cinco em municípios da Grande São Paulo: dois em Itapecerica da Serra, um em Embu das Artes, um em São Bernardo do Campo e um em Diadema.

De acordo com a Polícia Civil, os casos envolvem vítimas que teriam sido mortas e, posteriormente, transportadas e abandonadas em locais públicos. Entre as pessoas encontradas estavam indivíduos ligados ao cometimento de diferentes crimes, como tráfico de drogas e roubo.

A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, afirmou que cada ocorrência exige uma investigação própria, com análise de vestígios, imagens, depoimentos e outros elementos de prova. Ela também descartou, até o momento, a hipótese de atuação de um serial killer.

Homem foi preso após denúncia

Um homem de 40 anos foi preso pela Polícia Militar no sábado (24), suspeito de envolvimento na morte de um jovem de 22 anos. O corpo da vítima foi encontrado na quinta-feira (22), no Jardim do Lago, na zona oeste da capital.

Durante as buscas, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com numeração raspada e cinco munições intactas no vão do telhado de uma residência. Um celular também foi apreendido.

Segundo a PM, o suspeito foi localizado a partir de informações recebidas pelo Disque-Denúncia. Os dados auxiliaram o serviço de inteligência a encontrar um endereço no Jardim Catanduva. A corporação informou ainda que o homem teria ligação com uma facção criminosa.

O suspeito foi levado ao DHPP. A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Jovem foi encontrado amarrado dentro de saco

A vítima desse caso foi identificada como Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos. Moradores encontraram o corpo, amarrado e dentro de um saco plástico, e acionaram a Polícia Militar.

O cadáver apresentava sinais de violência, incluindo um corte na cabeça e marcas de disparos de arma de fogo. Conforme o levantamento citado pela polícia, esse foi o 13º corpo encontrado em circunstâncias semelhantes na capital paulista desde o início de setembro.

Secretaria descarta, por enquanto, ação de serial killer

O secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que os casos são investigados individualmente. Segundo ele, em algumas ocorrências, a Justiça já autorizou prisões preventivas de suspeitos.

O secretário se reuniu com integrantes da cúpula da Polícia Civil, entre eles o delegado-geral Artur Dian e a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo. Em publicação nas redes sociais, afirmou que, até o momento, não foram encontradas evidências de que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa.

A possibilidade de atuação de um serial killer ganhou força nas redes sociais após a localização de uma sequência de corpos na capital e em municípios da região metropolitana. As autoridades, porém, dizem que as semelhanças entre as ocorrências estão sendo analisadas e que cada caso tem sua própria linha de investigação.

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