MORTE

Polícia investiga morte de Ket, que morreu em cirurgia no Vale

Por Leandro Vaz | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 3 min
Da redação
Reprodução
Kethiny Evilnyn Alves Caetano
Kethiny Evilnyn Alves Caetano

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 34 anos após complicações durante uma cirurgia de correção do maxilar, realizada na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá. O caso foi registrado como homicídio culposo nesta quinta-feira (22), após familiares procurarem a delegacia para questionar as circunstâncias do procedimento e solicitar esclarecimentos sobre a morte.

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A vítima foi identificada como Kethiny Evilnyn Alves Caetano, que passou por uma cirurgia ortognática na terça-feira (20). Segundo o boletim de ocorrência, a paciente era considerada saudável, não apresentava doenças preexistentes conhecidas e havia realizado todos os exames pré-operatórios, sem qualquer indicação de impedimento para a intervenção.

De acordo com o relato da irmã da vítima à polícia, Kethiny deu entrada no hospital por volta das 13h e foi encaminhada ao centro cirúrgico. Ao término do procedimento, os familiares foram informados de que havia ocorrido uma complicação, mas afirmam que não receberam explicações detalhadas sobre o que teria acontecido.

A paciente foi encaminhada em estado grave à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando um quadro compatível com falta de oxigenação cerebral. Conforme o registro policial, médicos informaram à família que Kethiny havia sofrido hipóxia cerebral, mas não esclareceram o que teria provocado a complicação durante a cirurgia.

Diante da gravidade da situação, familiares foram convocados ao hospital durante a madrugada e encontraram a paciente inconsciente, entubada e sob sedação.

Ainda segundo o boletim, a família buscou informações sobre a intercorrência cirúrgica e teria sido informada de que houve uma situação envolvendo material utilizado durante o procedimento. Entretanto, os esclarecimentos foram considerados insuficientes pelos familiares.

A irmã da vítima também relatou que profissionais do hospital teriam classificado o caso como atípico e informado que seria realizada uma reunião envolvendo representantes da direção hospitalar, equipe de anestesia, enfermagem e o cirurgião responsável para analisar os registros e equipamentos utilizados durante a operação.

Na quarta-feira (21), os familiares receberam a informação de que Kethiny permanecia em estado crítico, porém estável. Já na madrugada desta quinta-feira (22), foram comunicados sobre o agravamento irreversível do quadro e, posteriormente, sobre a morte da paciente.

Polícia apura circunstâncias da morte

Conforme a documentação médica mencionada no boletim de ocorrência, Kethiny apresentou choque e hipoxemia ao final da cirurgia e foi encaminhada imediatamente à UTI.

Na Guia de Encaminhamento de Cadáver, constam como possíveis causas da morte choque refratário a esclarecer, lesão encefálica anóxica e pós-operatório de cirurgia ortognática.

O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, mas a classificação foi alterada para homicídio culposo na segunda edição do boletim de ocorrência, emitida pela Polícia Civil nesta quinta-feira (22).

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da complicação ocorrida durante o procedimento e apurar se houve eventual negligência, imprudência ou imperícia. Até o momento, o boletim não apresenta conclusão sobre a existência de erro médico ou responsabilidade de algum profissional.

Os familiares afirmam que enfrentaram dificuldades para obter informações e documentos relacionados ao atendimento e decidiram procurar a polícia para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

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