INVESTIGAÇÃO

Amigo matou Gustavo para roubar e pagar dívida de droga no Vale

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Gustavo e as armas apreendidas com o homem preso por matá-lo
Gustavo e as armas apreendidas com o homem preso por matá-lo

Um homem foi preso em flagrante suspeito de matar o próprio amigo, Gustavo Santos Scacabarozzi, 51 anos, para roubar bens e conseguir dinheiro em meio a dificuldades financeiras e a uma dívida relacionada ao tráfico de drogas.

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O crime ocorreu na noite de terça-feira (20), em um imóvel na rua Osvaldo de Andrade Junqueira, no bairro Belém, em Taubaté.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil, o suspeito, identificado como Jean Vítor, 30 anos, admitiu que conhecia Gustavo e mantinha uma relação de amizade com ele. Durante o interrogatório, segundo o documento, ele afirmou que pretendia se apoderar de veículos ou peças pertencentes à vítima.

A ocorrência foi registrada inicialmente como roubo seguido de morte, conhecido como latrocínio, além de tráfico de drogas e fraude processual.

Disparos e golpes de faca

Policiais militares foram acionados após relatos de disparos de arma de fogo no imóvel. Ao chegarem ao endereço, encontraram o portão aberto e iniciaram buscas pelo local.

Jean foi localizado dentro de um galpão e, segundo o registro policial, saiu após receber ordem dos agentes. Durante a abordagem, ele afirmou que havia matado Gustavo e indicou que o corpo estava dentro de um automóvel.

No galpão, os policiais encontraram um revólver calibre .22, com cinco munições intactas e uma deflagrada, além de uma mochila com roupas sujas de sangue. Conforme o boletim, as peças de roupa seriam do suspeito, que teria trocado de vestimenta utilizando roupas da vítima.

Os agentes também localizaram um Renault Sandero branco com princípio de incêndio. O fogo foi controlado pelos próprios policiais, que encontraram o corpo de Gustavo no interior do veículo.

A vítima apresentava quatro perfurações compatíveis com disparos de arma de fogo, além de ferimentos aparentemente provocados por instrumento cortante.

Conforme a versão apresentada pelo suspeito à polícia, ele foi ao imóvel para cobrar uma dívida e obter dinheiro. Durante uma luta corporal, disparou quatro vezes contra Gustavo e, em seguida, desferiu golpes de faca. O homem não soube informar quantos golpes teria dado.

Depois, colocou o corpo no carro e ateou fogo no veículo pouco antes da chegada da polícia, segundo o boletim de ocorrência.

Suspeita de tráfico

Ainda de acordo com o documento policial, Jean afirmou que Gustavo devia drogas a ele. Questionado sobre a existência de entorpecentes em sua residência, o suspeito confirmou que guardava drogas no imóvel.

Os policiais foram até o endereço indicado, na Estrada Municipal do Barreiro, onde encontraram porções de maconha armazenadas na geladeira. Também foram apreendidos um caderno universitário com anotações relacionadas à venda de entorpecentes, uma balança de cozinha, um rolo de filme plástico, duas facas e munições.

A quantidade de maconha registrada no boletim foi de aproximadamente 1,6 quilo, somando o material encontrado na residência e os invólucros localizados posteriormente pela perícia na mochila do suspeito.

Três aparelhos celulares também foram apreendidos, sendo dois relacionados a Jean e um pertencente a Gustavo. A Polícia Civil solicitou autorização judicial para analisar os dados dos dispositivos, incluindo mensagens, ligações e registros que possam ajudar a esclarecer a motivação do crime e eventuais transações relacionadas às drogas.

Prisão em flagrante

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante de Jean Vítor Silva Pereira e determinou a instauração de inquérito. O suspeito foi indiciado, em análise inicial, por latrocínio consumado, fraude processual e tráfico de drogas.

A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Segundo o boletim, a tentativa de incendiar o carro com o corpo da vítima indicaria uma intenção de eliminar vestígios e dificultar a investigação.

O corpo de Gustavo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Taubaté para exame necroscópico. A investigação também prevê perícias no local do crime, na arma e nos vestígios do incêndio.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da morte, a dinâmica da tentativa de incêndio e os demais elementos relacionados ao caso.

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