As mortes de motociclistas aumentaram 22% na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) entre janeiro e setembro de 2026, enquanto a participação das motos no total de óbitos no trânsito passou de 42% para 51,7%.
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Ao todo, 154 motociclistas perderam a vida em acidentes nos nove primeiros meses do ano, o maior número para o período desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015 – trata-se do sistema do governo estadual que monitora a letalidade no trânsito.
Os dados do sistema do governo estadual mostram que as mortes de motociclistas cresceram em relação às 126 registradas no mesmo período de 2025. Além do aumento no número absoluto de vítimas, a proporção de motociclistas entre as pessoas mortas no trânsito também avançou, evidenciando o peso desse tipo de veículo na letalidade viária da região.
Entre janeiro e setembro deste ano, a RMVale contabilizou 298 mortes em acidentes de trânsito, uma a menos do que as 299 registradas no mesmo intervalo de 2025. A redução de 0,3% no total contrasta com o avanço dos óbitos envolvendo motociclistas.
O cenário ficou ainda mais preocupante em setembro, quando a região registrou 47 mortes no trânsito, contra 32 no mesmo mês do ano passado. A alta foi de 46,9%, fazendo de setembro o mês mais mortal de 2026 até agora.
Foi também o maior número de mortes em um único mês desde junho de 2019, quando 51 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito na região.
Morte em motos
Os motociclistas representam a maior parcela das vítimas fatais do trânsito na RMVale. Das 298 mortes registradas entre janeiro e setembro, 154 envolveram pessoas que utilizavam motocicletas, o equivalente a 51,7% do total.
Em 2025, os motociclistas haviam respondido por 42% das mortes registradas no mesmo período. A mudança significa que, neste ano, mais da metade das vítimas fatais dos acidentes de trânsito na região estava em motocicletas.
O número de óbitos entre motociclistas nos nove primeiros meses de 2026 supera os resultados dos anos anteriores. Antes das 154 mortes deste ano, os maiores registros para o período haviam sido observados em 2025, com 126 vítimas; em 2024, com 117; e em 2022, com 113.
Depois dos motociclistas, os pedestres aparecem como o segundo grupo mais atingido, com 48 mortes, correspondentes a 16,1% do total. Os ocupantes de automóveis somaram 47 vítimas, ou 15,8%, enquanto os ciclistas contabilizaram 27 mortes, o equivalente a 9,1%.
Setembro interrompe queda
O resultado de setembro interrompeu a sequência de redução registrada nos dois meses anteriores. Em maio, a RMVale teve 45 mortes no trânsito. O número caiu para 32 em junho e 23 em julho, antes de voltar a subir em agosto, quando foram contabilizados 35 óbitos.
Na comparação com agosto de 2026, setembro apresentou aumento de 34,3%, passando de 35 para 47 mortes. O resultado reforça a preocupação com a segurança viária no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.
Apesar da estabilidade no acumulado geral de janeiro a setembro, os dados do Infosiga apontam que 2026 registra o maior número de mortes no trânsito para esse intervalo desde 2016, quando foram contabilizados 303 óbitos.
O avanço das mortes envolvendo motociclistas e a alta registrada em setembro reforçam a necessidade de ações de prevenção, fiscalização e conscientização para reduzir os acidentes e preservar vidas nas ruas e rodovias da região.