ELEIÇÕES 2026

Flávio aceita abrir sigilo, mas cobra ex-assessor de Lula do Vale

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Fernando Frazão/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral
Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também tenha seus dados divulgados.

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Natural de Caraguatatuba, no Litoral Norte, o ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao centro das atenções após revelações sobre mensagens que integram uma investigação da Polícia Federal.

Ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio fez a declaração durante um ato de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Lula havia desafiado o adversário a abrir os sigilos durante o debate da TV Band, no domingo (18). Na terça-feira (20), o presidente também protocolou petições no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a divulgação dos dados dos dois candidatos.

Nesta quarta-feira (21), Flávio apresentou uma petição no TSE em resposta ao desafio de quebras de sigilo lançado nesta semana por Lula.

No documento, endereçado ao ministro André Mendonça, Flávio diz aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além de dados de seus familiares citados e de empresas de sua propriedade.

No entanto, como condição para isso, impõe que o petista faça o mesmo, ampliando os objetos das quebras de sigilos. Entre eles o sigilo de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

Flávio nega ser sócio de Tomaz

No documento enviado ao TSE, Flávio diz que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa do advogado e amigo do candidato do PL Willer Tomaz. Flávio diz que, por isso, não tem dados bancários e fiscais da empresa.

Ele foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente à referida empresa de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Nesta terça-feira (20), Lula defendeu a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings.

Flávio é alvo de dois inquéritos em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal). Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.

O outro inquérito trata do financiamento de "Dark Horse", uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.

A defesa do senador tem negado irregularidades nas investigações, afirmando que não há envolvimento em ilícitos e criticando a divulgação de peças sigilosas durante o período eleitoral.

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