MERCADO IMOBILIÁRIO

Imóveis usados têm alta de 78% nas vendas no Vale em setembro

Por Da redação | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 5 min
Reprodução
Taubaté
Taubaté

O mercado imobiliário do Vale do Paraíba registrou forte recuperação em setembro, com aumento de 78,24% nas vendas de imóveis residenciais usados e de 76,69% nas locações, na comparação com agosto. Os dados são de pesquisa do CreciSP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), que acompanha as negociações realizadas em 18 cidades da região.

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O levantamento mostra uma retomada expressiva após dois meses consecutivos de queda nos dois segmentos. Em agosto, as vendas haviam recuado 9,24%, enquanto as locações apresentaram redução de 7,97%.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as vendas cresceram 90,17% e os aluguéis avançaram 51,12%. Já na comparação dos últimos 12 meses, a alta chegou a 44,37% nas vendas e a 131,02% nas locações.

Apartamentos lideram vendas

Os apartamentos representaram 60% das vendas realizadas em setembro, enquanto as casas responderam por 40%. Em agosto, as unidades verticais também estavam na frente, mas com participação menor, de 54%.

A pesquisa aponta que os imóveis de três dormitórios foram os mais vendidos entre os apartamentos, com 50% das negociações desse segmento. Unidades de dois dormitórios corresponderam a 33,3%, enquanto apartamentos com até um dormitório representaram 16,7%.

Entre as casas, as unidades de dois e três dormitórios dividiram as vendas, com 50% cada. Em relação à área útil, imóveis entre 101 e 200 metros quadrados concentraram metade das negociações de casas. No caso dos apartamentos, a faixa entre 51 e 100 metros quadrados liderou, com 50%.

Imóveis de maior valor

O levantamento do CreciSP indica participação expressiva de imóveis de valor mais elevado nas vendas de setembro. A faixa acima de R$ 501 mil concentrou metade das transações, segundo o resumo da pesquisa.

Os dados detalhados por faixa de preço mostram uma distribuição diversificada. Imóveis entre R$ 201 mil e R$ 250 mil e unidades entre R$ 701 mil e R$ 800 mil representaram, cada uma, 13,6% das vendas. As demais negociações se distribuíram entre diferentes intervalos de preço, incluindo imóveis acima de R$ 1 milhão.

A localização também apresentou equilíbrio entre as áreas nobres e as demais regiões, que responderam por 41,7% das vendas cada. As áreas centrais concentraram 16,7% das transações.

Financiamento lidera as compras

O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi a forma de pagamento mais utilizada, presente em 33,3% das aquisições. Compras à vista, financiamentos por outros bancos e negociações diretamente com os proprietários responderam por 22,2% cada.

Somadas, as operações financiadas pela Caixa e por outras instituições bancárias representaram 55,5% das compras registradas. O resultado mostra a importância do crédito imobiliário nas negociações de imóveis usados na região.

O levantamento também aponta que metade dos imóveis vendidos teve desconto de até 5% em relação ao preço anunciado. Outros 22,7% foram negociados com redução entre 6% e 10%, enquanto 27,3% das unidades foram vendidas pelo valor anunciado.

Aluguéis crescem

No mercado de locação, as casas responderam por 57% dos contratos firmados em setembro, enquanto os apartamentos representaram 43%. Em agosto, a participação das casas era maior, de 71%, indicando uma distribuição mais equilibrada entre os dois tipos de imóvel.

A maior parte dos contratos foi registrada nas chamadas demais regiões, que concentraram 93,3% das locações. Os bairros classificados como nobres responderam por 6,7%, enquanto não houve registros em áreas centrais.

Entre as casas alugadas, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 46,2% dos contratos. As unidades de três dormitórios representaram 38,5%. Na análise por área útil, 69,2% das casas tinham entre 51 e 100 metros quadrados.

Os apartamentos alugados apresentaram perfil mais compacto. Unidades de até 50 metros quadrados concentraram 57,1% dos contratos, enquanto os imóveis entre 51 e 100 metros quadrados responderam pelos outros 42,9%.

Em relação ao número de dormitórios, apartamentos com até um dormitório representaram 42,9% das locações. Unidades de dois e três dormitórios tiveram participação igual, de 28,6% cada.

Aluguéis acima de R$ 3 mil

Os imóveis com aluguel mensal acima de R$ 3 mil tiveram participação expressiva no levantamento. Na distribuição detalhada, a faixa entre R$ 2.501 e R$ 3.000 concentrou 27,8% dos contratos, mesmo percentual registrado para imóveis entre R$ 3.001 e R$ 3.500.

Aluguéis entre R$ 1.251 e R$ 1.500 e entre R$ 1.751 e R$ 2.000 representaram 11,1% cada. As demais faixas tiveram participações menores.

O estudo também identificou que 44,4% dos inquilinos mudaram para um imóvel com aluguel mais caro. A mesma proporção correspondeu a pessoas que não informaram o motivo da mudança. Já 11,1% passaram a pagar um aluguel mais barato.

Diferentemente das vendas, em que os descontos foram frequentes, 60% dos imóveis alugados foram contratados pelo mesmo valor anunciado. Em 15% dos casos, houve redução de até 5%, e em 20% o desconto ficou entre 6% e 10%.

Caução é a garantia mais utilizada

O depósito caução foi a modalidade de garantia locatícia mais frequente em setembro, presente em 46,7% dos contratos. O fiador e o seguro-fiança tiveram participação de 26,7% cada.

A pesquisa não registrou utilização de títulos de capitalização ou de outras modalidades de garantia no período analisado.

Pesquisa abrange 18 cidades do Vale

O levantamento do CreciSP considera informações fornecidas por corretores e imobiliárias de 18 municípios: Aparecida, Bananal, Caçapava, Campos do Jordão, Canas, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Potim, São José dos Campos, São Sebastião, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.

Os resultados mostram aumento significativo da atividade imobiliária em setembro, tanto nas vendas quanto nas locações. Apesar da recuperação mensal, a pesquisa não aponta uma causa específica para a alta, que pode estar relacionada a diferentes condições de oferta, procura, crédito e negociação em cada município.

O CreciSP destaca a importância da atuação de corretores de imóveis regularmente inscritos no conselho para orientar compradores, vendedores, proprietários e inquilinos. A análise documental, a avaliação dos preços e a verificação das condições contratuais são etapas importantes para dar mais segurança às operações.

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