O Vale do Paraíba registrou 1.164 furtos de hidrômetros entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Sabesp. Os casos foram contabilizados nos 24 municípios atendidos pela companhia e provocam transtornos aos moradores, como falta de água, vazamentos, desperdício e prejuízos financeiros.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
No mesmo período de 2025, foram registrados 1.066 casos, o que representou um aumento de 9% nos casos de 2026.
Algumas cidades apresentam crescimento nas ocorrências bem acima da média regional.
Caçapava registrou 129 furtos nos primeiros nove meses de 2026, contra 89 no mesmo intervalo do ano passado, um aumento de 44,9%. O número também já supera o total contabilizado no município durante todo o ano de 2025, quando houve 103 casos.
Taubaté lidera o ranking regional de furtos de hidrômetros em 2026, com 450 ocorrências. Em seguida aparece São José dos Campos, com 404 registros, e Caçapava, com 129.
Na contramão da alta observada em Caçapava, São José dos Campos apresentou redução nos casos. Entre janeiro e setembro de 2025, a cidade contabilizou 506 furtos, ante 404 no mesmo período deste ano, uma queda de aproximadamente 20,2%.
Em todo o ano de 2025, a Sabesp registrou 1.404 ocorrências de furto de hidrômetros nos 24 municípios atendidos na região.
Furto de hidrômetro
A Sabesp orienta que o morador registre imediatamente um boletim de ocorrência e comunique o furto à companhia pelos canais oficiais de atendimento. Com a apresentação do documento, a substituição do equipamento é gratuita.
O atendimento pode ser solicitado pela Central de Atendimento, no telefone 0800 055 0195, pelo WhatsApp (11) 3388-8000 ou pela Agência Virtual, no site www.sabesp.com.br.
O prazo regulatório para a reposição do hidrômetro é de até 48 horas. Segundo a companhia, o serviço tem sido realizado em um período inferior ao limite estabelecido, para restabelecer o abastecimento e a medição do consumo o mais rapidamente possível.
Sem a apresentação do BO, o cliente poderá ser responsabilizado pelo custo do novo equipamento, conforme a regulamentação da Arsesp.
Enquanto o imóvel permanece sem hidrômetro, a conta de água é calculada com base na média do consumo anterior ao furto. Depois da instalação do novo equipamento, a cobrança volta a considerar o volume efetivamente registrado.
Falta de água e desperdício
Além da interrupção do abastecimento até a substituição do equipamento, o furto de hidrômetros pode provocar vazamentos, desperdício de água tratada e danos às instalações hidráulicas dos imóveis.
“A Sabesp também é vítima desse crime, que prejudica diretamente o abastecimento do cliente”, afirma o diretor regional da companhia, Emerson José dos Santos.
Segundo ele, a empresa atua em conjunto com as forças de segurança e compartilha informações e imagens que podem ajudar na identificação dos responsáveis.
O diretor também destaca a importância das denúncias e alerta para que a população não compre materiais de origem duvidosa, já que a receptação contribui para manter a prática criminosa.
Como prevenir
Para proteger os equipamentos contra furtos, vandalismo e desgaste causado pelo tempo, a Sabesp recomenda a instalação da Caixa UMA (Unidade de Medição de Água), dispositivo desenvolvido para proteger os medidores. Nos imóveis com abrigos de alvenaria, a orientação é instalar grades de proteção.
Ao presenciar uma ocorrência ou identificar uma situação suspeita, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Imagens de câmeras de segurança e outras informações também podem ajudar nas investigações.
A colaboração dos moradores é considerada importante para reduzir os furtos, evitar prejuízos e impedir o desperdício de água tratada.