MORTE EM CAÇAPAVA

'Entrou em ponto cego', diz caminhoneiro que matou idoso no Vale

Por Da redação | Caçapava
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Mauro Aparecido foi atingido pela carreta na faixa de pedestres
Mauro Aparecido foi atingido pela carreta na faixa de pedestres

O motorista da carreta que atropelou e matou Mauro Aparecido de Souza Gomes, de 69 anos, em Caçapava, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após ser ouvido na delegacia.

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Ele afirmou que o idoso entrou em seu “ponto cego” e que não conseguiu vê-lo antes do impacto. O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (16), na Rotatória do Simpatia, e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo o boletim de ocorrência, o caminhoneiro relatou que vinha de São Paulo e pretendia contornar a rotatória para acessar uma empresa próxima, onde faria um carregamento. Ele disse que viu o idoso parado na calçada à direita e acreditou que ele não atravessaria naquele momento.

Ainda conforme o depoimento, o motorista olhou para a esquerda, verificou que poderia avançar e seguiu com o veículo. Nesse instante, segundo sua versão, Mauro iniciou a travessia e entrou no ponto cego da carreta, impedindo que fosse visto antes do atropelamento.

Acidente na faixa de pedestres

As imagens das câmeras de segurança mostram Mauro iniciando a travessia pela faixa de pedestres enquanto a carreta se aproxima da rotatória. O veículo atinge o idoso quando ele está aproximadamente no meio do percurso.

Mauro morreu no local. A filha dele, que estava com o pai no momento do acidente, também recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Fusam. Até a última atualização, não havia informações sobre um eventual agravamento do estado de saúde dela.

A Rotatória do Simpatia fica em um dos acessos à região central de Caçapava para motoristas que deixam a rodovia Presidente Dutra.

Investigação

A Polícia Civil registrou a ocorrência inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Essa classificação é utilizada em casos de morte no trânsito em que não há intenção de matar, mas não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do condutor.

No boletim de ocorrência, o delegado responsável informou que, diante dos elementos iniciais, não havia dados suficientes para afirmar a existência de dolo ou mesmo de culpa por parte do motorista. O registro também aponta que a versão apresentada pelo caminhoneiro era compatível, em princípio, com as imagens analisadas.

O motorista negou ter ingerido bebida alcoólica e permaneceu no local após o atropelamento, aguardando o atendimento médico, a Guarda Municipal e a perícia.

A investigação deverá avançar com a análise das imagens, o laudo pericial do local e a eventual oitiva de testemunhas. Esses elementos deverão ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente e as circunstâncias em que o idoso foi atingido na faixa de pedestres.

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