A Câmara de São José dos Campos aprovou nessa quinta-feira (15) o processo referente às contas de 2023 da Prefeitura. O ano de 2023 foi o primeiro em que o município foi comandado apenas por Anderson Farias (PSD), que assumiu o cargo em abril de 2022, após renúncia de Felicio Ramuth (MDB), atual vice-governador de São Paulo.
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Dos 21 vereadores, 14 votaram pela aprovação das contas, todos eles da base governista: Anderson Senna (PL), Claudio Apolinário (PSD), Fabião Zagueiro (PSD), Gilson Campos (PRD), Lino Bispo (PL), Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PSD), Renato Santiago (União), Roberto do Eleven (PSD), Rogério da Acasem (PP), Sidney Campos (PSDB) e Zé Luis (PSD).
Dos sete vereadores da oposição, cinco votaram pela rejeição das contas: Fernando Petiti (PSDB), Juliana Fraga (PT), Roberto Chagas (PL), Sérgio Camargo (PL) e Thomaz Henrique (PL). Carlos Abranches (Cidadania) se absteve de votar. Amélia Naomi (PT) não estava na sessão.
Como o parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) havia sido favorável, as contas somente seriam rejeitadas caso recebessem os votos contrários de, ao menos, 14 dos 21 vereadores.
TCE emitiu parecer favorável com ressalvas
Em setembro de 2025, a Primeira Câmara do TCE emitiu parecer favorável, mas com ressalvas, às contas de 2023 da Prefeitura de São José.
Entre as falhas apontadas pelo TCE estão déficit orçamentário de R$ 105 milhões, falta de recolhimento de aportes mensais para equacionamento da insuficiência financeira do IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal), prédios municipais sem o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), além da espera de até nove anos para a realização de procedimentos cirúrgicos e de até dois anos por consultas de especialidades médicas e exames.