CRIME

Enviou vídeo com arma para ameaçar delegada e acabou preso

Por Da Redação | Porto Alegre (RS)
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Enviou vídeo com arma para ameaçar delegada e acabou preso
Enviou vídeo com arma para ameaçar delegada e acabou preso

Um homem foi preso preventivamente suspeito de ameaçar uma delegada por meio de redes sociais e usar referências a uma facção criminosa para intimidá-la. A investigação aponta que ele teria enviado mensagens com menções à rotina da policial e um vídeo de visualização única que mostrava uma arma de fogo e uma quantia em dinheiro.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

A prisão ocorreu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, durante a Operação Linha Vermelha, deflagrada na terça-feira (13) pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, da Polícia Civil. A Justiça também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Delegada recebeu ameaças pelas redes sociais

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que a delegada registrou uma ocorrência relatando o recebimento de mensagens ameaçadoras após publicar conteúdo em uma rede social.

Uma das mensagens sugeria que o autor conhecia a rotina da policial e que ela estaria sendo monitorada.

Na sequência, o suspeito teria utilizado outro perfil na mesma plataforma para enviar um vídeo de visualização única. Nas imagens, apareciam uma arma de fogo e dinheiro. O material também continha um áudio com referências à união de traficantes locais e ao fortalecimento de uma facção criminosa com origem no sistema prisional.

Investigação identificou perfis usados nas ameaças

A equipe da DPRCC analisou dados telemáticos e identificou os perfis utilizados nas mensagens, vinculando-os ao investigado.

De acordo com a Polícia Civil, o homem possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, ameaça e registros de violência contra agentes de segurança pública. Ele também utilizava tornozeleira eletrônica.

A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça no âmbito da investigação. A conduta é apurada, em tese, como possível favorecimento ao domínio social estruturado, previsto na Lei Antifacção, que trata, entre outras práticas, do apoio a organizações criminosas ultraviolentas.

Polícia apura participação de outros suspeitos

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao limite que não deve ser ultrapassado: a intimidação de agentes do Estado durante o exercício de suas funções.

A corporação destacou que ameaças contra uma policial com referências a uma facção criminosa representam uma tentativa de intimidação das instituições públicas.

As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos. O homem é suspeito dos crimes investigados, e a apuração segue em andamento.

Comentários

Comentários