O Vale do Paraíba está entre as áreas de atenção para alagamentos, enxurradas e inundações urbanas nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O alerta consta no briefing divulgado às 9h pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que prevê pancadas de chuva localmente fortes, principalmente à tarde, com grande volume de água em curtos períodos.
Para o leste do Estado de São Paulo, o órgão também aponta possibilidade de deslizamentos pontuais e induzidos, sobretudo em áreas urbanas e cortes de rodovias. A avaliação considera a previsão de novas pancadas e a chuva acumulada nos últimos dias.
O risco não significa que os fenômenos ocorrerão em todos os municípios da região. Como as chuvas podem ser irregulares, alguns pontos podem registrar volumes elevados, enquanto localidades próximas recebem pouca precipitação.
Vale está entre as áreas de atenção em São Paulo
Na avaliação de risco hidrológico, o Cemaden destaca três áreas paulistas: a Região Metropolitana de São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas e o Vale do Paraíba.
Segundo o briefing, as pancadas podem atingir forte intensidade em pontos isolados e provocar alagamentos, enxurradas e inundações urbanas, principalmente em locais mais suscetíveis.
O volume de chuva concentrado em pouco tempo pode sobrecarregar os sistemas de drenagem e aumentar o risco em ruas, áreas baixas e regiões próximas a córregos e rios.
Leste paulista tem risco de deslizamentos pontuais
Na análise de movimentos de massa, o Cemaden mantém a atenção sobre áreas do Sul e do Sudeste e cita especificamente o leste paulista.
A possibilidade de deslizamentos está associada às pancadas previstas e aos volumes de chuva acumulados anteriormente. O risco é maior em áreas vulneráveis, como encostas ocupadas, terrenos instáveis e cortes de rodovias.
O boletim não aponta um município específico do Vale do Paraíba como local certo de ocorrência. A avaliação indica potencial de risco nas áreas suscetíveis, sem afirmar que haverá deslizamentos em toda a região.
Chuva forte atingiu São José e Cruzeiro
Os registros dos últimos dias reforçam a atenção para a previsão desta segunda-feira.
Na sexta-feira (9), São José registrou 66 milímetros de chuva em cerca de 30 minutos, acompanhada de granizo. O temporal provocou alagamentos e quedas de árvores.
No domingo (11), cerca de 50 casas foram atingidas por alagamentos em Cruzeiro. Uma pessoa ficou desalojada, e o governo estadual enviou ajuda humanitária ao município.
A ocorrência de novos temporais sobre áreas que já receberam volumes expressivos de chuva pode ampliar a vulnerabilidade de terrenos e sistemas de drenagem.
Por que a chuva pode ser forte em algumas cidades e fraca em outras
A previsão é compatível com a análise do meteorologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Gustavo Escobar, segundo a qual um amplo cavado atmosférico sobre o Centro-Sul do Brasil, combinado com ar quente e úmido, favorece a formação de pancadas após o aquecimento da manhã e do início da tarde.
Esse padrão pode provocar chuva intensa e localizada. Assim, uma cidade ou bairro pode registrar dezenas de milímetros em pouco tempo, enquanto outra localidade próxima recebe um volume muito menor.
O padrão de pancadas fortes e irregulares também pode persistir nos próximos dias, conforme a previsão meteorológica apresentada anteriormente pelo portal.
Qual é a diferença entre alagamento, enxurrada e inundação
Os três fenômenos estão relacionados à água da chuva, mas apresentam características diferentes:
Alagamento: acúmulo temporário de água em ruas e terrenos, geralmente quando a drenagem não consegue escoar todo o volume de chuva.
Enxurrada: fluxo rápido e intenso de água sobre ruas, encostas ou canais, com potencial para arrastar veículos, objetos e pessoas.
Inundação: ocorre quando rios, córregos e outros cursos d'água transbordam e atingem áreas próximas.
Como se proteger durante temporais
Durante períodos de chuva intensa, a orientação é evitar atravessar ruas alagadas, córregos e locais com correnteza, tanto a pé quanto de carro. A profundidade da água e a força do fluxo podem ser difíceis de avaliar.
Em áreas de encosta, é importante observar sinais de instabilidade, como rachaduras no terreno, inclinação incomum de árvores ou postes, surgimento de água em locais inesperados e movimentação de terra.
Ao identificar situações de risco, a população deve procurar um local seguro e comunicar os órgãos de emergência.
A Defesa Civil atende pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Alertas meteorológicos também podem ser enviados por SMS e pelo sistema Cell Broadcast, conforme a área de abrangência e a gravidade do risco.